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Haddad sai de férias em meio a embate fiscal com o Congresso

Haddad sai de férias em meio a embate fiscal com o Congresso

Ministro da Fazenda se afasta enquanto Câmara decide urgência de proposta que tenta barrar aumento do IOF

Por: Redação

16/06/2025 às 09:13

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, iniciou nesta segunda-feira (16) um período de férias, justamente no dia em que a Câmara dos Deputados vota a urgência de um projeto que ameaça travar uma das principais medidas fiscais articuladas por ele: o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A ausência ocorre em meio à crescente tensão entre o Executivo e o Congresso.

Durante os seis dias em que estará afastado — com retorno previsto para 22 de junho — o comando do ministério ficará a cargo do secretário-executivo Dario Durigan. A alteração nas datas das férias, inicialmente programadas para julho, foi oficializada no Diário Oficial da União no último dia 5.

O foco do atrito é a Medida Provisória editada por Haddad no dia 11 de junho, que elevou impostos sobre investimentos até então isentos, como a LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio). Junto com a MP, um decreto também aumentou as alíquotas do IOF, decisão tomada após reunião com líderes partidários na residência oficial da Câmara.

A articulação, que começou com respaldo de parte da cúpula legislativa, perdeu fôlego rapidamente. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), inicialmente celebrou a reunião como “histórica”, mas mudou de tom poucos dias depois, alegando que não foi eleito para “servir a projetos políticos”.

Ainda assim, Haddad tem buscado aliviar o desgaste. Adotou um discurso conciliador, classificando a reação de Motta como sinal de “prudência” e anunciou recuos pontuais, como a redução da alíquota sobre o risco sacado e ajustes nas regras de isenção para a Previdência privada.

Segundo estimativas do governo, as mudanças propostas podem gerar entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões em arrecadação extra no próximo ano — receita crucial para o ajuste fiscal, mas que agora depende do humor político de um Congresso em ebulição.

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