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“Não vou transformar o BC em palanque”: Galípolo nega interferência de Campos Neto no caso Banco Master

“Não vou transformar o BC em palanque”: Galípolo nega interferência de Campos Neto no caso Banco Master

Presidente do Banco Central diz ao Senado que decisões seguiram regras de governança e rejeita uso político da autarquia

Por: Redação

19/05/2026 às 17:07

Imagem de “Não vou transformar o BC em palanque”: Galípolo nega interferência de Campos Neto no caso Banco Master

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, negou nesta terça-feira (19) que o ex-presidente da instituição Roberto Campos Neto tenha interferido em decisões relacionadas ao caso do Banco Master. A declaração foi dada durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal (CAE), em meio à pressão de parlamentares por explicações sobre a atuação da autoridade monetária diante das irregularidades investigadas na instituição financeira.

Durante a audiência, Galípolo afirmou que os procedimentos adotados pelo Banco Central seguiram protocolos internos e mecanismos de governança previstos para impedir interferências políticas ou perseguições dentro da autarquia. Segundo ele, afastamentos de servidores e análises administrativas ocorreram dentro das regras estabelecidas.

“Eu não vou deixar o BC se transformar em qualquer tipo de palanque para política. Não cabe a mim perseguir ninguém”, declarou Galípolo ao defender a neutralidade institucional do Banco Central e afirmar que divergências técnicas não podem ser usadas para constranger servidores ou alimentar disputas políticas.

O presidente do BC também defendeu o funcionamento do Comitê de Decisão de Termo de Compromisso (Coter), responsável por analisar acordos administrativos dentro da instituição. Segundo ele, o órgão opera de forma colegiada e independente da presidência do Banco Central. “O processo não passa nem pela diretoria nem pela presidência”, afirmou.

Galípolo acrescentou que Roberto Campos Neto já não ocupava cargo no Banco Central quando o termo de compromisso citado por parlamentares foi celebrado e disse que os servidores envolvidos na análise do caso não eram subordinados diretamente ao ex-presidente da autarquia.

A audiência ocorreu após cobranças de senadores sobre a atuação do Banco Central no caso Banco Master. O presidente da comissão, Renan Calheiros, afirmou que ainda persistem dúvidas sobre a resposta da autoridade monetária diante de indícios de irregularidades envolvendo a instituição financeira.

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