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Remédio de ereção, cerveja e cigarro: Ex-presidente do Corinthians usou verba do clube para gastos pessoais, aponta relatório fiscal
Remédio de ereção, cerveja e cigarro: Ex-presidente do Corinthians usou verba do clube para gastos pessoais, aponta relatório fiscal
Documentos oficiais indicam compras com dinheiro do clube; Duilio Monteiro Alves nega as acusações
Por: Redação
22/07/2025 às 11:10

Foto: Marco Galvão/Fotoarena/Lancepress
Um relatório de despesas do Corinthians revela que recursos do clube foram utilizados para pagamentos de produtos e serviços de uso pessoal durante a gestão do ex-presidente Duilio Monteiro Alves, que comandou o time entre 2021 e 2023. Entre os itens comprados com verba da presidência estão cervejas, cigarros e até medicamentos para disfunção erétil.
Os comprovantes de compra — notas e cupons fiscais — constam em um documento oficial do clube, ao qual o portal ge teve acesso. Todas as despesas estão relacionadas a um período de 36 dias, entre 26 de setembro e 31 de outubro de 2023, totalizando R$ 86.524,62. Desses, R$ 80 mil teriam sido adiantados à presidência em três parcelas, em dinheiro vivo. A planilha indica que o responsável pelas compras teria solicitado reembolso do valor restante: R$ 6.524,62.
Duilio nega ter utilizado recursos do clube para fins pessoais. Já o motorista do ex-presidente, Denilson Grillo, apontado como responsável por algumas despesas e assinaturas, afirmou não reconhecer os documentos — embora sua assinatura coincida com a apresentada na Junta Comercial de São Paulo em outra ocasião.
O Conselho Fiscal e o Conselho de Orientação do clube aprovaram as contas de Duilio em 2023, com ressalvas. Posteriormente, o Conselho Deliberativo ratificou a decisão, o que não impediu o surgimento de questionamentos por parte de conselheiros e torcedores, especialmente diante da gravidade das acusações.
Apesar de boa parte dos cupons não identificar diretamente o comprador, diversos registros trazem o nome e CPF de Duilio Monteiro Alves ou de seu motorista, além de endereços residenciais, indicando vínculo direto com os gastos pessoais apontados.
O episódio reacende o debate sobre transparência e responsabilidade na gestão de clubes de futebol, que frequentemente movimentam cifras milionárias sem o mesmo nível de fiscalização imposto ao setor público. Para críticos, o caso reflete o enfraquecimento dos mecanismos de controle interno e a cultura de impunidade entre dirigentes esportivos — um problema recorrente no futebol brasileiro.
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