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The Economist afirma que Brasil se tornou um país de direita após avanço de Flávio Bolsonaro
The Economist afirma que Brasil se tornou um país de direita após avanço de Flávio Bolsonaro
Por: Redação
07/10/2026 às 15:10
● Atualizado em 07/10/2026 às 15:11

Foto: Divulgação
A revista britânica The Economist afirmou que o Brasil se consolidou como um país politicamente inclinado à direita após o resultado do primeiro turno das eleições de 2026. Em análise publicada nesta terça-feira (6), o periódico destacou a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além do crescimento das forças conservadoras no Congresso e nos governos estaduais.
Intitulado “O Brasil agora é um país de direita”, o editorial sustenta que o desempenho eleitoral da direita não representa um fenômeno passageiro. Para a revista, o resultado confirma uma transformação mais ampla no perfil político do eleitorado brasileiro e enfraquece a hegemonia exercida pelo PT durante as últimas décadas.
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os dois disputarão a Presidência no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Direita avança no Congresso
A avaliação da revista leva em consideração não apenas a eleição presidencial. O PL conquistou 121 cadeiras na Câmara dos Deputados e passou a ocupar a maior bancada da Casa. No Senado, a legenda elegeu 19 parlamentares e deverá iniciar a próxima legislatura com 28 representantes.
Somados, os partidos de direita conquistaram 303 das 513 cadeiras da Câmara, aproximadamente 59% da Casa. O resultado amplia a capacidade desse campo político de aprovar projetos e influenciar mudanças constitucionais a partir de 2027.
Candidatos conservadores também avançaram nas disputas pelos governos estaduais, inclusive em regiões nas quais a esquerda tradicionalmente possuía maior influência.
O cenário é reforçado por uma pesquisa Datafolha divulgada antes da eleição. Segundo o levantamento, 44% dos brasileiros apresentavam maior afinidade com a direita ou a centro-direita, enquanto 39% se identificavam com a esquerda ou a centro-esquerda. Em temas comportamentais, a vantagem da direita chegava a 52%, contra 29% da esquerda.
Desgaste do PT
Na avaliação da The Economist, os brasileiros possuem razões para rejeitar o partido que atualmente ocupa o governo. A publicação menciona o desgaste provocado pelas políticas adotadas pelo PT e a insatisfação do eleitorado com os rumos do país.
O resultado representa um revés especialmente significativo para Lula, que buscava conquistar o quarto mandato presidencial. O petista chegou ao primeiro turno como favorito em parte das pesquisas, mas terminou atrás de Flávio Bolsonaro por cerca de 2,2 milhões de votos.
Após a apuração, Flávio declarou que o resultado representava o “fim da era do PT” e afirmou que a eleição demonstrou o desejo dos brasileiros por uma mudança na condução do país.
“A era do PT está acabando e a mudança em nosso país agora é uma realidade”, declarou o candidato do PL ao celebrar a vitória no primeiro turno.
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