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Servidores dizem que proposta do governo para reestruturar o Planserv é insuficiente e pode elevar mensalidades
Servidores dizem que proposta do governo para reestruturar o Planserv é insuficiente e pode elevar mensalidades
Estado quer aplicar percentual único de contribuição; sindicatos afirmam que plano não resolve rombo financeiro e pode penalizar trabalhadores
Por: Redação
24/11/2025 às 21:13

Foto: Divulgação
A proposta apresentada pelo Governo da Bahia para reestruturar o Planserv, plano de saúde dos servidores estaduais, foi classificada como insuficiente por entidades sindicais. O projeto prevê a criação de um percentual único de contribuição para todos os beneficiários, independentemente de faixa salarial — ponto central da proposta apresentada pelo Estado no início de novembro.
Para sindicatos, como o Sinpojud, o modelo não traz solução estrutural para a crise da assistência e pode aumentar significativamente os custos para uma parcela dos servidores. Em nota, a entidade afirmou que o governo reconhece a necessidade de mudanças, mas apresentou uma proposta “incapaz de atender à complexidade da situação e às múltiplas demandas da categoria”.
Na primeira rodada de negociações, o governo sugeriu a fixação de um percentual único de 6,5%, com valor mínimo de R$ 120 e teto de R$ 1.200 para as mensalidades. O modelo altera a lógica atual de cobrança. As informações constam na página 3 do arquivo.
Servidores temem que muitos beneficiários tenham aumento superior a 50% na mensalidade caso a proposta seja aprovada — preocupação registrada na mesma página.
Uma manifestação contra o chamado “sucateamento do Planserv” foi convocada para quinta-feira (27), em frente ao Hospital de Brotas, em Salvador.
Na reunião, o governo afirmou que cerca de 130 mil usuários seriam beneficiados — número que representa apenas 26% dos 500 mil assistidos pelo plano, segundo dados apresentados pela própria gestão estadual. O restante pode ter aumento ou impacto neutro..
Também foi apresentada proposta de ampliação gradual da contribuição do Estado, com aumento total de 1% até 2027.
As contas do Planserv fecharam no vermelho pelo segundo ano consecutivo. Em 2024, o rombo foi de R$ 198 milhões, segundo números do Portal da Transparência.
A receita foi de R$ 2 bilhões, enquanto as despesas atingiram R$ 2,2 bilhões — um desequilíbrio que cresceu ao longo dos últimos governos petistas. Entre 2015 e 2018, a contribuição do Estado caiu de 5% para 2%; apenas dois anos atrás, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) reajustou a contribuição para apenas 0,5%, percentual considerado insuficiente.
Sindicatos preparam contrapropostas e afirmam que só aceitarão mudanças que garantam sustentabilidade sem repassar custos excessivos aos trabalhadores. As negociações devem continuar ao longo da semana.
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