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Advogados pedem prisão e afastamento de Alexandre de Moraes ao STF

Advogados pedem prisão e afastamento de Alexandre de Moraes ao STF

Petição enviada a Edson Fachin solicita investigação sobre mensagens entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro no caso Banco Master

Por: Redação

09/03/2026 às 22:59

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Foto: Antonio Augusto/STF

Os advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira protocolaram nesta segunda-feira (9) um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a prisão preventiva e o afastamento do ministro Alexandre de Moraes. A petição foi encaminhada ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin. 

O pedido se baseia em mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que indicariam a existência de comunicação entre o empresário investigado e o magistrado do Supremo. 

De acordo com os advogados, os diálogos revelados pela investigação levantam dúvidas sobre a relação entre o investigado e a autoridade judicial. Parte das mensagens teria sido enviada por Moraes utilizando o recurso de visualização única do WhatsApp, o que impede a verificação completa do conteúdo das conversas. 

Em um dos episódios citados na petição, Vorcaro teria perguntado ao ministro se ele havia conseguido “bloquear” algo no mesmo período em que ocorreram medidas investigativas relevantes no caso. Para os autores do pedido, a coincidência temporal entre as mensagens e os atos processuais exige apuração institucional. 

No documento, os advogados afirmam que os elementos conhecidos até agora “formam quadro fático que extrapola o plano do debate meramente jornalístico”, indicando a necessidade de investigação formal para preservar a credibilidade das instituições. 

Além do pedido de prisão e afastamento do ministro, a petição solicita que o presidente do STF encaminhe o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR). Isso porque cabe ao órgão avaliar se existem indícios suficientes para abertura de investigação contra membros da Suprema Corte. 

Segundo os advogados, caso as suspeitas sejam confirmadas, a conduta poderia se enquadrar em crimes como obstrução de investigação, advocacia administrativa e prevaricação. 

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