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Vandalismo gera prejuízo de R$ 3,6 milhões aos cofres da Prefeitura de Salvador

Vandalismo gera prejuízo de R$ 3,6 milhões aos cofres da Prefeitura de Salvador

Danos à iluminação pública, praças e arborização aumentam gastos do município e comprometem investimentos em novas obras

Por: Redação

16/07/2026 às 08:10

Imagem de Vandalismo gera prejuízo de R$ 3,6 milhões aos cofres da Prefeitura de Salvador

Foto: Divulgação

Os atos de vandalismo contra equipamentos públicos provocaram um prejuízo de pelo menos R$ 3,6 milhões à Prefeitura de Salvador. O valor corresponde às despesas registradas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), pela Diretoria de Serviços de Iluminação Pública (Dsip) e pela Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis).

Somente a Desal destina mais de R$ 600 mil por ano para reparar danos em praças, passarelas e outros espaços públicos. Entre os casos mais recorrentes estão furtos de cabos elétricos, luminárias e estruturas metálicas, além da depredação de brinquedos infantis, aparelhos de ginástica e pichações.

Segundo a companhia, o montante gasto anualmente com essas manutenções seria suficiente para construir uma praça de médio porte ou duas praças menores. Monumentos históricos da capital baiana também figuram entre os alvos frequentes da ação de vândalos.

Na tentativa de reduzir os prejuízos, a Desal tem instalado equipamentos mais resistentes. Ainda assim, equipes realizam diariamente serviços de recuperação em parques, quadras esportivas e áreas de lazer, já que grande parte dos reparos decorre de atos de vandalismo, e não do desgaste natural das estruturas.

A iluminação pública também registra impactos expressivos. Apenas no primeiro semestre deste ano, a Dsip investiu mais de R$ 2 milhões na reposição de cabos, luminárias e outros equipamentos furtados ou destruídos.

Entre janeiro e junho, foram contabilizadas aproximadamente 680 ocorrências envolvendo a rede de iluminação, crescimento de cerca de 23% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 550 casos. As avenidas ACM, Vasco da Gama e Garibaldi, além do Jardim das Margaridas, Dique do Tororó e das orlas de Stella Maris e Praia do Flamengo, concentram parte das ocorrências.

Os danos também atingem os projetos de arborização da cidade. No primeiro semestre, a Secis aplicou mais de R$ 1 milhão em serviços de manutenção, replantio e reposição de mudas e tutores furtados ou destruídos.

Um dos casos que chamou a atenção da Prefeitura ocorreu na Avenida Dendezeiros, no bairro do Bonfim. Das 120 mudas plantadas em determinado trecho da via, apenas 10 permaneciam no local durante um levantamento realizado em junho. Em toda a região, das 180 árvores implantadas, restaram apenas 22.

No Corredor Verde do BRT, onde está previsto o plantio de outras 1.100 árvores, a administração municipal estima que serão necessários mais de R$ 500 mil apenas para recompor mudas e estruturas danificadas por furtos e atos de vandalismo.

A Prefeitura de Salvador reforça que a destruição de árvores, plantas ornamentais e equipamentos públicos pode resultar em responsabilização criminal e administrativa. Casos de vandalismo podem ser denunciados pelo telefone 156, por meio da plataforma Fala Salvador, ou diretamente à Guarda Civil Municipal.

 

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