Um levantamento revelou que os senadores já gastaram cerca de R$ 8 milhões com publicidade em 2025 por meio da cota parlamentar. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, aparece no topo do ranking, com aproximadamente R$ 525 mil em despesas declaradas, o equivalente a quase 7% do total.
A cota parlamentar é destinada ao custeio de atividades ligadas ao mandato, incluindo divulgação institucional, produção de conteúdo e impulsionamento em redes sociais. Segundo o levantamento, Alcolumbre também lidera os gastos específicos com impulsionamento digital, tendo declarado R$ 32,7 mil apenas nessa modalidade.
Os dados mostram uma forte evolução nas despesas do senador ao longo dos últimos anos. Em 2018, não houve registros de gastos com publicidade. Já em 2020, o valor saltou para R$ 438 mil e permaneceu em patamares elevados nos anos seguintes. Em 2025, o total chegou a R$ 525 mil.
As notas fiscais analisadas indicam que os pagamentos foram direcionados principalmente a empresas de comunicação sediadas no Amapá, estado representado por Alcolumbre. Entre elas estão a Nagib Comunicação e Marketing Ltda., a Click Assessoria e Comunicação Ltda. e o Diário Comunicações Ltda.
O levantamento também aponta que parte dos recursos foi usada para promover conteúdos favoráveis ao senador em portais e perfis locais, com destaque para reportagens sobre obras, investimentos e ações vinculadas ao mandato parlamentar.
Depois de Alcolumbre, os maiores gastos registrados foram dos senadores Zenaide Maia, com R$ 447 mil, Styvenson Valentim, com R$ 393 mil, e Efraim Filho, com R$ 380 mil.
Segundo a reportagem, 26 senadores não utilizaram recursos da cota parlamentar para publicidade em 2025, entre eles Renan Calheiros, Jaques Wagner e Ciro Nogueira.
Em nota, a assessoria de Alcolumbre afirmou que todos os gastos estão “integralmente dentro das regras do Senado Federal” e atribuiu o aumento das despesas à ampliação das estratégias digitais de comunicação.