Lideranças bolsonaristas avaliam que uma eventual retomada da Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes poderia beneficiar eleitoralmente o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial de 2026. A informação é da coluna de Igor Gadelha do Metrópoles.
A estratégia, no entanto, enfrenta incertezas. A reativação da sanção depende de uma nova decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teria que reverter a própria revogação da medida.
A Lei Magnitsky permite a imposição de sanções como bloqueio de bens e restrições financeiras a indivíduos acusados de violações de direitos ou corrupção.
Moraes chegou a ser alvo da medida em 2025, mas a sanção foi retirada meses depois pelo próprio governo americano.
Nos bastidores, aliados de Flávio avaliam que o episódio pode ser explorado politicamente, especialmente no discurso contra decisões do Judiciário brasileiro.
Por outro lado, interlocutores reconhecem que uma eventual nova sanção não seria imediata e dependeria de fatores políticos e diplomáticos nos Estados Unidos.
O tema se insere no contexto de crescente tensão entre setores da direita brasileira e o STF, com possíveis reflexos no cenário eleitoral de 2026.