Início
/
Notícias
/
Brasil
/
Brasileira condenada pelo 8 de Janeiro presa na Argentina diz estar “abandonada”
Brasileira condenada pelo 8 de Janeiro presa na Argentina diz estar “abandonada”
Paranaense cumpre prisão em Buenos Aires à espera de julgamento de extradição para o Brasil
Por: Redação
14/08/2025 às 21:39

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
A paranaense Ana Paula de Souza, condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, afirmou sentir-se “esquecida” enquanto aguarda, em um presídio da Argentina, a decisão sobre seu pedido de refúgio e o julgamento de extradição solicitado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.
Souza quebrou a tornozeleira eletrônica no Brasil em fevereiro de 2024 e fugiu para Buenos Aires, onde pediu refúgio à Comissão Nacional para os Refugiados (Conare). Ela foi presa após mandado expedido pelo juiz federal argentino Daniel Rafecas, atendendo ao pedido de extradição feito pelo STF.
Atualmente detida no complexo penitenciário de Ezeiza, a brasileira afirma que a audiência prevista para junho foi adiada duas vezes e que o processo está parado. “Estamos simplesmente abandonados, jogados às traças e ninguém se preocupa”, declarou à CNN.
Segundo a defesa, a condenação é “equivocada” e não individualizou sua conduta. Souza afirma não se arrepender de participar do protesto — que classifica como “manifestação” — mas critica a depredação ocorrida.
A brasileira também reclama de más condições no cárcere, alegando ter sofrido xenofobia, ameaças e até adulteração de água potável por outras detentas. Ela diz que se sente “extorquida” para comprar produtos de consumo interno como forma de se proteger.
Souza acusa o governo de Javier Milei de incoerência por não conceder refúgio a brasileiros que, segundo ela, seriam “perseguidos” no Brasil. “Me sinto traída”, afirmou, acrescentando que esperava postura diferente de um governo que critica Lula e o STF.
Apesar de visitas pontuais de parlamentares como Magno Malta (PL-ES) e Damares Alves (Republicanos-DF), ela alega não ter recebido apoio consistente de políticos brasileiros. Outros foragidos na Argentina estariam deixando o país por medo de prisão, enquanto aguardam a decisão da Conare.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil




