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Comissão de Ética endurece regras para uso de recursos públicos em período eleitoral

Comissão de Ética endurece regras para uso de recursos públicos em período eleitoral

Novas diretrizes reforçam proibição de participação em atos de campanha durante viagens oficiais e ampliam fiscalização sobre autoridades e servidores

Por: Redação

23/07/2026 às 08:04

Imagem de Comissão de Ética endurece regras para uso de recursos públicos em período eleitoral

Foto: Ricardo Stuckert / PR

A Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência da República endureceu as regras que disciplinam a atuação de autoridades e servidores públicos durante o período eleitoral. As mudanças, alinhadas a orientações da Advocacia-Geral da União (AGU), reforçam a proibição do uso de viagens oficiais e de recursos públicos para participação em eventos de campanha.

As novas diretrizes constam da cartilha Condutas Vedadas, elaborada com base na legislação eleitoral e em entendimentos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo a orientação, agentes públicos devem evitar qualquer associação entre compromissos institucionais e atividades político-eleitorais.

Uma das principais alterações foi a atualização da Resolução nº 7, de 2002, da Comissão de Ética Pública. O texto mantém a determinação de que autoridades não utilizem viagens de trabalho para participar de comícios ou outros eventos eleitorais e elimina um trecho que permitia registrar esse tipo de participação na agenda oficial, com informações sobre a logística e os custos envolvidos.

Segundo a interpretação adotada pela Comissão de Ética, se o uso de recursos públicos para comparecer a atos eleitorais é vedado, o simples registro posterior da atividade na agenda oficial não afasta eventual irregularidade.

A cartilha da AGU, publicada em abril deste ano, também orienta que autoridades evitem misturar compromissos institucionais com atividades eleitorais. O documento afirma que agentes públicos não podem exercer atividades incompatíveis com suas funções e orienta que, caso desejem atuar diretamente em campanhas, solicitem licença do cargo sem remuneração.

As novas orientações também detalham a atuação de integrantes da administração pública em campanhas eleitorais. A Comissão de Ética manteve a vedação para que autoridades exerçam funções de coordenação financeira de campanhas, alinhando a definição ao conceito previsto na Lei das Eleições.

Outro ponto reforçado pelas normas é a transparência das agendas oficiais. Permanecem obrigatórias a divulgação da data, horário, local, assunto da reunião, participantes, identificação de representantes de interesses, das pessoas ou empresas representadas e da descrição dos interesses discutidos, conforme o sistema de E-Agendas da Controladoria-Geral da União (CGU).

Segundo a reportagem, as mudanças provocaram preocupação em órgãos de controle, especialmente após a retirada da previsão que tratava do registro de eventos político-eleitorais nas agendas oficiais. Procurada, a Comissão de Ética Pública informou que a atualização da norma teve como objetivo adequar o texto à legislação atualmente em vigor.

 
 

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