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Dino mantém investigação sobre Valdemar Costa Neto e bloqueia R$ 119 milhões em bens

Dino mantém investigação sobre Valdemar Costa Neto e bloqueia R$ 119 milhões em bens

Decisão do ministro do STF atende a pedido da Polícia Federal, que apura suposto desvio de emendas parlamentares com uso de servidores da Câmara

Por: Redação

10/07/2026 às 13:41

Imagem de Dino mantém investigação sobre Valdemar Costa Neto e bloqueia R$ 119 milhões em bens

Foto: Beto Barata/PL

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou o prosseguimento das investigações contra o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, no âmbito de um inquérito que apura um suposto esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares. Na mesma decisão, o magistrado autorizou a indisponibilidade de bens do dirigente partidário no valor de R$ 119.216.703,15.

A investigação da Polícia Federal sustenta que Valdemar, mesmo sem exercer mandato parlamentar, teria atuado na definição e no direcionamento de emendas de comissão e da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, destinando recursos públicos para finalidades consideradas irregulares pelos investigadores.

O caso é um desdobramento da Operação Transparência. Segundo a PF, a análise de dados telefônicos indicou que servidores da Câmara dos Deputados eram utilizados para operacionalizar a distribuição das emendas. As investigações também apontam a existência de um procedimento destinado a conferir aparência de regularidade às indicações dos recursos.

De acordo com a apuração, parlamentares federais eram registrados formalmente como autores de solicitações de emendas que, na prática, teriam sido definidas por Valdemar Costa Neto.

Na decisão, Flávio Dino afirma que o aprofundamento das investigações indica que o presidente do PL exerceria influência direta sobre o remanejamento das verbas. O ministro também registra que Valdemar teria autonomia para direcionar parte dos recursos das emendas de comissão em razão de sua posição de comando dentro do partido.

As investigações apontam ainda que três servidores — Mariângela Fialek, conhecida como "Tuca", Nara Benedetti Nicolau Brum e Garigham Amarante Pinto — teriam atuado como intermediários, organizando planilhas e cadastrando indicações de emendas. Conforme a Polícia Federal, documentos apreendidos continham referências como "VCN" e "Valdemar", utilizadas para identificar cotas de recursos atribuídas ao dirigente partidário.

Segundo a PF, o suposto esquema envolve 21 emendas parlamentares e teria causado um prejuízo estimado em cerca de R$ 119 milhões aos cofres públicos. Com base nesses elementos, a corporação solicitou o bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto, medida que foi acolhida pelo ministro Flávio Dino enquanto as investigações prosseguem.

 

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