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Emendas de deputada são alvo de investigação por ligação com casa de luxo no Ceará

Emendas de deputada são alvo de investigação por ligação com casa de luxo no Ceará

Transferências de empreiteiras contratadas por prefeitura levantam suspeitas sobre uso indireto de recursos públicos

Por: Redação

04/05/2026 às 07:25

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Foto: Reprodução/Prefeitura de Ananindeua

Emendas parlamentares destinadas pela deputada federal Alessandra Haber (MDB-PA) passaram a ser investigadas após indícios de que recursos públicos teriam beneficiado, de forma indireta, a compra de uma casa de praia de alto padrão no município de Fortim, CE, Brasil.

O imóvel foi adquirido em 2024 pelo ex-prefeito de Ananindeua Daniel Santos (Podemos), marido da parlamentar, já mobiliado e equipado. Segundo informações repassadas à investigação, o pagamento da casa não foi feito diretamente pelo casal, mas por terceiros, incluindo empresas com contratos com a prefeitura do município paraense.

As apurações conduzidas pelo Ministério Público do Estado do Pará tiveram início após a incorporadora responsável pela venda informar que os valores foram quitados por diferentes pessoas físicas e jurídicas.

Parte dos recursos investigados está ligada a emendas parlamentares enviadas pela deputada à prefeitura de Ananindeua em 2024, período em que o município era administrado por seu marido. Uma dessas emendas, no valor de R$ 17,5 milhões, foi utilizada em obras de drenagem e recomposição asfáltica.

De acordo com os dados levantados, empresas contratadas para executar esses serviços realizaram transferências para a incorporadora responsável pelo imóvel. Em um dos casos, uma empreiteira recebeu cerca de R$ 2,99 milhões da prefeitura e, no mesmo dia, transferiu R$ 500 mil para a empresa que vendeu a casa.

Outras companhias fornecedoras da prefeitura também aparecem nas movimentações financeiras. Há registros de transferências realizadas logo após pagamentos feitos pelo município, incluindo valores superiores a R$ 800 mil.

O imóvel foi quitado em aproximadamente cinco meses, entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025, segundo a investigação.

O caso chegou a ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal, mas, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, a apuração foi mantida na esfera da Justiça estadual.

Até o momento, os citados não se manifestaram sobre o caso. As investigações seguem em andamento para apurar eventual relação entre os contratos públicos e os pagamentos realizados.

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