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"Eu quero é distância desse povo", diz motorista de Vorcaro

"Eu quero é distância desse povo", diz motorista de Vorcaro

Funcionário diz querer distância de investigados em esquema apurado pela PF

Por: Redação

29/06/2026 às 10:10

Imagem de "Eu quero é distância desse povo", diz motorista de Vorcaro

Foto: Reprodução/Instagram/26.jun.2026

O motorista Sidney Santos, que prestava serviços ao banqueiro Daniel Vorcaro, afirmou que pretende manter distância das pessoas envolvidas na investigação conduzida pela Polícia Federal (PF). Ao ser procurado para comentar sua atuação, respondeu: "Eu quero é distância desse povo, tá bom?", antes de encerrar a conversa.

De acordo com a investigação da PF, Sidney era responsável por transportar documentos relacionados a projetos de interesse de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro. Os materiais teriam sido entregues ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e posteriormente a um assessor parlamentar no Senado. Daniel e Henrique Vorcaro estão presos preventivamente.

A apuração aponta que mensagens encontradas nos celulares de Daniel Vorcaro permitiram reconstituir o trajeto do motorista. Segundo a PF, em novembro de 2023 ele recebeu orientações para buscar um documento na residência de Ciro Nogueira e, dias depois, entregou dois envelopes destinados ao gabinete do senador no Senado Federal. Fotografias enviadas ao banqueiro ajudaram a identificar que os documentos tratavam de projetos de lei na área ambiental.

Entre as propostas mencionadas pela investigação estão o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten) e o projeto que regulamenta o mercado de crédito de carbono. Ambos foram aprovados pelo Congresso. O primeiro foi sancionado integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto o segundo teve parte dos vetos presidenciais derrubada pelo Parlamento em 2025.

Segundo a Polícia Federal, Ciro Nogueira é investigado sob suspeita de receber vantagens indevidas para atuar em favor de interesses ligados ao grupo de Daniel Vorcaro no Congresso Nacional. A reportagem também informa que o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), deixou o cargo dias após se tornar alvo da investigação. Até o momento, Sidney Santos não é investigado nem foi alvo das operações da PF.

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