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EUA rebatem Itamaraty e classificam como "absurda" hipótese de ação militar no Brasil
EUA rebatem Itamaraty e classificam como "absurda" hipótese de ação militar no Brasil
Departamento de Estado afirma que classificação do PCC e do CV como organizações terroristas tem como objetivo combater o crime organizado, e não justificar intervenção em território brasileiro
Por: Redação
08/07/2026 às 07:52
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
O governo dos Estados Unidos reagiu às declarações do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e classificou como "absurda" a hipótese de que a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas possa servir de justificativa para uma ação militar em território brasileiro.
Em nota enviada à imprensa, o Departamento de Estado afirmou que as medidas adotadas por Washington têm como objetivo combater facções criminosas que atuam em solo norte-americano e fazem parte da estratégia do governo Donald Trump de enfrentamento ao crime organizado transnacional.
"Os Estados Unidos estão tomando medidas decisivas, no âmbito de suas próprias competências soberanas, para combater os narcoterroristas", afirmou o órgão.
Governo americano nega intenção de intervenção
A manifestação ocorre após o Itamaraty encaminhar à Câmara dos Deputados um documento no qual Mauro Vieira afirma que a classificação unilateral das facções poderia abrir margem para medidas extraterritoriais dos Estados Unidos, incluindo um eventual uso da força militar.
Na resposta, o Departamento de Estado rejeitou essa interpretação e afirmou que alegações dessa natureza não correspondem ao objetivo da política norte-americana.
"Alegações vagas" sobre uma possível ação militar, segundo o governo dos EUA, podem "ajudar e incentivar alguns dos grupos mais violentos do mundo".
Classificação faz parte de ofensiva contra o crime organizado
No fim de maio, os Estados Unidos anunciaram a inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas estrangeiras. A medida foi oficializada em 5 de junho e integra a política do governo Trump de ampliar o combate ao crime organizado internacional.
Nos últimos dias, Washington também aplicou sanções contra dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia localizada em Portugal, acusados de integrar uma estrutura de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
Segundo o governo norte-americano, o grupo teria movimentado mais de US$ 30 milhões provenientes do tráfico internacional de drogas e de outras atividades ilícitas.
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