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Ex-nora de Lula e ex-sócio de Lulinha atuaram como lobistas no Planalto, diz reportagem

Ex-nora de Lula e ex-sócio de Lulinha atuaram como lobistas no Planalto, diz reportagem

Registros indicam ao menos dez entradas entre 2023 e 2025; Polícia Federal investiga pagamentos e atuação para facilitar acesso ao governo

Por: Redação

25/01/2026 às 21:28

Imagem de Ex-nora de Lula e ex-sócio de Lulinha atuaram como lobistas no Planalto, diz reportagem

Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

O empresário Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estiveram no Palácio do Planalto ao menos dez vezes entre 2023 e 2025. As informações constam em reportagem do portal UOL e se baseiam em registros de entrada na sede do Poder Executivo.

Segundo a apuração, Kalil Bittar e Carla Ariane recebiam pagamentos de um empresário interessado em ampliar sua influência em Brasília. Ambos são alvos da Operação Coffee Break, deflagrada pela Polícia Federal em novembro do ano passado, que investiga suposta atuação de lobistas junto a integrantes do governo federal.

Os registros mostram que as visitas ocorreram apenas na portaria do Planalto, sem constar nas agendas oficiais do Executivo. Em ao menos três ocasiões, os encontros teriam relação direta com André Gonçalves Mariano, empresário do setor educacional e também investigado pela PF. Em dezembro de 2023, Bittar acompanhou Mariano em reuniões com o chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

De acordo com o inquérito policial, a facilitação de acesso ao governo teria sido remunerada por transferências que somaram cerca de R$ 210 mil entre 2022 e 2024. A investigação aponta ainda que Mariano financiou viagens, realizou pagamentos em dinheiro e chegou a custear a aquisição de um veículo para Bittar. Em um dos episódios, Carla Ariane e o empresário viajaram no mesmo voo para Brasília, com despesas pagas por Mariano, embora tenham chegado ao Planalto em horários diferentes.

Em dezembro de 2024, Carla retornou ao Planalto acompanhada de Fernando de Moraes, então secretário de Educação de Hortolândia (SP). Novamente, não houve registro oficial do compromisso, segundo a reportagem.

As conexões familiares também chamaram atenção dos investigadores. Kalil Bittar é irmão de Fernando Bittar, coproprietário do sítio de Atibaia, imóvel que foi alvo da Operação Lava Jato e esteve no centro de processos que levaram à condenação de Lula em instâncias inferiores, posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal.

Procurada, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência afirmou que receber representantes do setor produtivo e da sociedade civil faz parte das atribuições institucionais do governo. A defesa de Kalil Bittar confirmou a presença do empresário em reuniões no Planalto, mas negou finalidade comercial. Já os advogados de Carla Ariane disseram que as visitas foram “de cortesia”, sem pautas técnicas ou políticas. O espaço segue aberto para manifestações adicionais.

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