Ministros do STF veem Moraes em xeque e rede de apoio ao ministro diminui
Revelações sobre contato com Daniel Vorcaro ampliam desgaste do magistrado e podem reduzir sua rede de apoio na Corte
Por: Redação
06/03/2026 às 18:19

Foto: Antonio Augusto/STF
Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) passou a avaliar que o ministro Alexandre de Moraes enfrenta um momento delicado após a divulgação de novas mensagens que indicam trocas de comunicação com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Nos bastidores da Corte, a leitura é de que o episódio deixou o magistrado mais exposto e com uma base de apoio institucional menos sólida.
A preocupação entre alguns ministros é que o caso possa ganhar novos desdobramentos nas próximas semanas, especialmente com a possibilidade de a Polícia Federal encaminhar ao Supremo um relatório detalhado sobre os contatos entre Moraes e o empresário.
Esse cenário é visto como potencialmente sensível dentro do tribunal. Um relatório semelhante, elaborado anteriormente pela Polícia Federal sobre o ministro Dias Toffoli, levou o magistrado a deixar a relatoria da investigação relacionada ao Banco Master. O documento reunia mais de 200 páginas com cruzamento de dados, registros de encontros e outras informações sobre relações entre o ministro e pessoas ligadas ao banco.
Diante disso, cresce a expectativa dentro do STF de que um eventual relatório envolvendo Moraes possa trazer novos elementos sobre o caso, ampliando o desgaste institucional.
Durante investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Moraes manteve forte respaldo dentro do Supremo e também entre setores relevantes da classe política, incluindo grupos da esquerda e da centro-direita. Naquele período, críticas mais duras ao ministro ficavam concentradas principalmente entre aliados do ex-presidente.
Mesmo com questionamentos pontuais nos bastidores sobre decisões consideradas por alguns como interpretações amplas da legislação penal, Moraes costumava contar com apoio consistente dos colegas em julgamentos no tribunal.
Agora, no entanto, o ambiente interno parece mais cauteloso. Parte dos ministros que antes demonstrava apoio mais firme ao magistrado passou a considerar que as mensagens divulgadas levantam questionamentos relevantes e que o ministro precisa apresentar esclarecimentos adicionais sobre a natureza dos contatos com o banqueiro.
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