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Flávio Dino dá prazo para líderes de 21 partidos explicarem atuação sobre emendas parlamentares
Flávio Dino dá prazo para líderes de 21 partidos explicarem atuação sobre emendas parlamentares
Ministro do STF cita declaração de Valdemar Costa Neto e cobra esclarecimentos sobre possível influência de dirigentes partidários na destinação de recursos públicos
Por: Redação
15/07/2026 às 15:46

Foto: Victor Piemonte/STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que os presidentes de 21 partidos políticos apresentem, no prazo de dez dias, esclarecimentos sobre a atuação das legendas na destinação de emendas parlamentares. A decisão foi tomada após declarações do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sobre a participação de dirigentes partidários na distribuição desses recursos.
No despacho, Dino mencionou entrevista concedida por Valdemar Costa Neto à GloboNews, na qual o dirigente afirmou que lideranças partidárias interferem na definição do destino das emendas parlamentares e que essa prática também ocorre em outras siglas.
O ministro destacou que, conforme as investigações da Polícia Federal, Valdemar exerceria influência sobre a distribuição dos recursos, embora essa atribuição seja exclusiva de parlamentares com mandato. Em decisões anteriores, Dino já havia determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 120 milhões em bens do presidente do PL no âmbito das apurações.
Na decisão, o magistrado reforçou que apenas deputados federais e senadores podem deliberar sobre a destinação das emendas parlamentares. Segundo ele, esse entendimento também foi adotado pelo próprio Congresso Nacional nas normas voltadas ao aumento da transparência e da rastreabilidade dos recursos públicos.
Foram intimados a prestar informações os presidentes nacionais dos partidos Avante, Cidadania, MDB, Missão, Novo, PCdoB, PDT, PL, Podemos, PP, PRD, PSB, PSD, PSDB, PSOL, PT, PV, Rede, Republicanos, Solidariedade e União Brasil.
A decisão ocorre um dia após Flávio Dino proibir a chamada "terceirização" das emendas parlamentares, estabelecendo que apenas parlamentares em exercício podem indicar recursos ao Orçamento da União. O ministro também criticou a permanência de influência de ex-congressistas sobre verbas públicas após o fim de seus mandatos, afirmando que prerrogativas parlamentares não podem ser delegadas ou transferidas informalmente a terceiros.
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