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Flávio nega ter recebido recursos de empresa citada no caso Banco Master

Flávio nega ter recebido recursos de empresa citada no caso Banco Master

Senador afirma que cancelou notas fiscais antes de qualquer pagamento, rejeita ligação com empresa investigada e diz ser alvo de tentativa de desgaste político

Por: Redação

23/07/2026 às 07:27

Imagem de Flávio nega ter recebido recursos de empresa citada no caso Banco Master

Foto: Reprodução/YouTube

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, negou ter recebido recursos da Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A., empresa mencionada nas investigações envolvendo o Banco Master. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que cancelou duas notas fiscais emitidas para a empresa antes que qualquer pagamento fosse realizado.

A manifestação ocorreu após reportagem informar que o escritório de advocacia de Flávio havia emitido três notas fiscais de R$ 500 mil. Segundo o senador, duas dessas notas foram canceladas no mesmo dia em que foram emitidas, em 7 de abril de 2025, e não resultaram na prestação de serviços nem em qualquer movimentação financeira.

Flávio afirmou que seu escritório prestou serviços jurídicos à empresa BR Global, nome fantasia da Contábil Correa Contabilidade e Auditoria Ltda. Posteriormente, segundo ele, recebeu uma proposta para atuar em favor da Copenhagen, mas recusou o trabalho e cancelou as notas fiscais emitidas.

"Fui contratado para prestar serviços para uma empresa. Em outra oportunidade, não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen", declarou o senador ao explicar a operação.

O parlamentar também criticou a reportagem que divulgou as informações e afirmou que a publicação buscou associá-lo indevidamente ao caso Banco Master. Segundo Flávio, ele não é investigado no inquérito e há uma tentativa de desgastar sua imagem em meio à disputa presidencial.

Em sua manifestação, o senador ainda levantou suspeitas sobre um possível vazamento de informações protegidas por sigilo e declarou que continuará na corrida ao Palácio do Planalto. "Eu não vou desistir. Cada vez que sofro uma covardia como essa, fico ainda mais estimulado para transformar este país", afirmou.

Dois dias após o cancelamento das primeiras notas, o escritório de advocacia de Flávio emitiu uma terceira nota fiscal, no valor de R$ 500 mil, destinada à Contábil Correa. Nesse caso, o documento não foi cancelado.

Segundo documentos da Polícia Federal citados pela publicação, a Copenhagen foi constituída em novembro de 2024 com capital social de R$ 40 e teria recebido R$ 58 milhões do Banco Master entre 2024 e 2025. A empresa é investigada por supostamente integrar uma estrutura utilizada para ocultação de patrimônio e movimentação de recursos ligados ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição financeira.

 
 

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