Governo Lula prepara novos decretos para regular plataformas digitais
Secom aposta em decisões do STF e normas administrativas para ampliar controle sobre ambiente digital
Por: Redação
20/03/2026 às 09:24

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social, João Brant, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve publicar, nas próximas semanas, novos decretos para regulamentar a atuação das plataformas digitais no país.
Segundo Brant, a estratégia do governo é avançar na regulação sem depender da aprovação de novas leis pelo Congresso Nacional, utilizando como base decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e legislações já existentes, como o Marco Civil da Internet.
“Já que o Congresso optou por não fazer uma nova lei, nós vamos olhar para as leis existentes e vamos botar para implementação num sentido administrativo também”, afirmou o secretário.
STF e decretos ampliam espaço de atuação do governo
A mudança de postura ocorre após decisões recentes do STF que ampliaram a responsabilidade das plataformas digitais, especialmente em relação ao conteúdo publicado por usuários.
Na avaliação do governo, essas decisões já contemplam parte das propostas discutidas no Congresso, como o chamado “PL das Fake News”, abrindo margem para regulamentações por meio de decretos — o que reduz a necessidade de debate legislativo mais amplo.
Além disso, projetos enviados pelo próprio governo, como o que trata da concorrência no ambiente digital, também reforçam essa agenda regulatória.
Foco inicial: conteúdo e proteção no ambiente digital
Entre as primeiras medidas previstas está a criação de regras específicas para tratar da violência contra mulheres no ambiente digital. Segundo Brant, o tema passou a ser enquadrado como crime grave, o que justificaria uma atuação mais direta do Executivo.
O governo também pretende avançar na implementação do chamado “ECA Digital”, com regras voltadas à proteção de crianças e adolescentes, incluindo mecanismos de verificação de idade nas plataformas.
Fiscalização e pressão sobre empresas
A fiscalização das novas regras ficará a cargo da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que deve publicar normas complementares e um cronograma de implementação.
Segundo o secretário, empresas que não se adequarem poderão sofrer sanções, enquanto aquelas que demonstrarem “boa-fé” terão tratamento diferenciado.
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