Igreja destitui Otoni de Paula do cargo de pastor após votação na Câmara
Decisão foi anunciada em circular interna e ocorreu após polêmica envolvendo eleição de Erika Hilton para comissão da Câmara
Por: Redação
16/03/2026 às 17:55

Foto: Reprodução
Uma circular ministerial divulgada pelo Ministério de Avivamento Apostólico do Caminho (MAAC) gerou repercussão no meio evangélico e político ao anunciar a destituição da autoridade pastoral do deputado federal Otoni de Paula.
No documento, assinado pelo bispo Léo Assis, a denominação afirma que o parlamentar não é mais reconhecido como pastor pela instituição. A decisão determina que Otoni de Paula está impedido de assumir púlpitos, ministrar a palavra ou exercer qualquer função pastoral vinculada à igreja.
A circular também prevê medidas disciplinares religiosas contra o deputado. Segundo o texto, ele não poderá participar de determinadas atividades ministeriais até que haja uma mudança de postura.
A punição interna teria sido motivada pelo posicionamento político do parlamentar durante a eleição para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.
Na votação, a deputada Erika Hilton foi eleita presidente do colegiado com 11 votos favoráveis e 10 votos em branco. Nesse tipo de eleição, os votos em branco não contam contra o candidato, apenas deixam de apoiar, o que permitiu a vitória da parlamentar com a maioria dos votos válidos.
A polêmica surgiu porque parte da oposição havia articulado um boicote à eleição, orientando deputados a votar em branco para tentar esvaziar o processo ou impedir a formação de quórum.
Alguns parlamentares, porém, participaram normalmente da votação — entre eles Otoni de Paula — o que contribuiu para garantir a realização do pleito.
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