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Janja afirma que primeiras-damas anteriores não trabalhavam e recebe resposta da Fundação FHC
Janja afirma que primeiras-damas anteriores não trabalhavam e recebe resposta da Fundação FHC
Declaração da primeira-dama durante entrevista motivou reação da entidade, que destacou a trajetória de Ruth Cardoso à frente de programas sociais e organismos internacionais
Por: Redação
15/07/2026 às 07:57

Foto: Reprodução
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, afirmou que o Brasil "nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente". A declaração foi dada durante entrevista ao programa Frente a Frente, parceria entre o portal UOL e o jornal Folha de S.Paulo, ao comentar sua atuação em agendas oficiais e as críticas relacionadas ao seu papel no governo.
Durante a entrevista, Janja afirmou que mantém uma rotina frequente no Palácio do Planalto, participa de reuniões e realiza viagens institucionais. Segundo ela, parte da imprensa concentra a cobertura em aspectos periféricos de sua atuação, deixando de destacar atividades relacionadas ao trabalho que desenvolve como embaixadora da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e em iniciativas voltadas ao combate ao feminicídio.
A declaração provocou reação da Fundação Fernando Henrique Cardoso (FHC). O diretor-geral da entidade, Sergio Fausto, afirmou que a fala demonstra desconhecimento da atuação de primeiras-damas que exerceram funções públicas e sociais em governos anteriores.
Como exemplo, a Fundação destacou o trabalho desenvolvido por Ruth Cardoso, primeira-dama entre 1995 e 2002. Antropóloga, professora da Universidade de São Paulo (USP) e cientista social, Ruth presidiu o Conselho do Programa Comunidade Solidária, iniciativa voltada ao enfrentamento da pobreza e da exclusão social durante o governo Fernando Henrique Cardoso.
A entidade também ressaltou que, após deixar o Palácio do Planalto, Ruth Cardoso atuou em organismos internacionais, integrando a diretoria da Fundação das Nações Unidas, a Comissão da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre a Dimensão Social da Globalização e o conselho consultivo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para temas ligados à mulher e ao desenvolvimento.
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