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Justiça bloqueia R$ 112 milhões de ex-sócio do Banco Master após disputa judicial em São Paulo

Justiça bloqueia R$ 112 milhões de ex-sócio do Banco Master após disputa judicial em São Paulo

Recursos estavam aplicados na Reag Trust DTVM, liquidada pelo Banco Central; medida foi tomada antes mesmo da deflagração da Operação Compliance Zero

Por: Redação

19/01/2026 às 09:44

Imagem de Justiça bloqueia R$ 112 milhões de ex-sócio do Banco Master após disputa judicial em São Paulo

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 112 milhões em nome de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. A decisão foi proferida em 29 de abril de 2025, meses antes de o empresário se tornar alvo formal da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no sistema financeiro.

Os valores estavam aplicados na Reag Trust DTVM, instituição que teve liquidação decretada pelo Banco Central do Brasil na quinta-feira (15), em razão de “graves violações às normas que regem o Sistema Financeiro Nacional”.

O bloqueio ocorreu no âmbito de uma ação judicial movida pela antiga família controladora do Banco Voiter, vendido ao Banco Master em 2024. Os autores da ação pediram medida liminar para bloquear bens de executivos do Master, com o objetivo de garantir o pagamento de uma dívida estimada em R$ 470,5 milhões.

A ordem foi expedida pela 22ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e permaneceu em vigor por oito dias, até que as partes firmaram um acordo inicial, que levou ao desbloqueio parcial de valores.

Durante o processo, a Justiça localizou quantias em diferentes instituições financeiras em nome de Augusto Lima. O levantamento apontou:

  • R$ 112,8 milhões aplicados na Reag Trust DTVM;

  • R$ 484 mil no Bradesco;

  • R$ 317,4 mil no Santander;

  • R$ 274,41 no Banco do Brasil;

  • R$ 2,3 mil no próprio Banco Master;

  • R$ 0,44 na Pluxee IP.

A maior parte dos recursos estava concentrada justamente na Reag, que nos últimos cinco anos viu seu patrimônio sob gestão saltar de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões, antes de entrar no radar das autoridades.

A Reag passou a ser investigada em operações da Polícia Federal que apuram possíveis vínculos entre o mercado financeiro da Faria Lima e organizações criminosas, incluindo o PCC. Na segunda fase da Compliance Zero, o fundador da Reag, João Carlos Mansur, foi alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal.

A mesma fase da operação também mirou o empresário Nelson Tanure, conhecido por investir em empresas em crise.

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