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Justiça condena presidente do PSTU a dois anos de prisão por falas antissemitas
Justiça condena presidente do PSTU a dois anos de prisão por falas antissemitas
Decisão aponta que declarações ultrapassaram crítica política e configuraram crime de racismo, segundo legislação brasileira
Por: Redação
28/04/2026 às 22:34

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A Justiça Federal de São Paulo condenou José Maria de Almeida, presidente do PSTU, a dois anos de prisão em regime aberto por crime de racismo. A decisão tem como base declarações feitas durante manifestação na Avenida Paulista, dias após os ataques do grupo Hamas contra Israel, em outubro de 2023.
Segundo a sentença, assinada pelo juiz Massimo Palazzolo, as falas do dirigente extrapolaram o campo da crítica política e apresentaram conteúdo discriminatório. Durante o ato, Almeida afirmou que “todo ato de força, todo ato de violência do povo palestino contra o sionismo é legítimo” e declarou que “estamos na trincheira militar do Hamas”.
O magistrado entendeu que as declarações tiveram caráter generalizante e ofensivo à comunidade judaica, enquadrando-se na Lei 7.716/89, que trata de crimes resultantes de preconceito de raça, etnia, religião ou procedência nacional. A decisão ressalta que críticas a Estados ou governos não configuram crime por si só, mas podem ser punidas quando atingem coletivamente grupos religiosos ou étnicos.
A ação teve origem em denúncia do Ministério Público Federal, apresentada após representação de entidades da comunidade judaica. Em nota, o partido informou que pretende recorrer da decisão e reafirmou posicionamento político sobre o conflito no Oriente Médio.
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