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Justiça determina redução da escolta de Ronaldo Caiado de 51 para quatro policiais
Justiça determina redução da escolta de Ronaldo Caiado de 51 para quatro policiais
Decisão atende parcialmente pedido do Ministério Público e manda Estado apresentar prestação de contas sobre os gastos com a segurança do ex-governador
Por: Redação
08/07/2026 às 07:39

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
A Justiça de Goiás determinou que o esquema de segurança do ex-governador e pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) seja reduzido de 51 para quatro policiais militares. A decisão liminar foi proferida pelo juiz Vinícius Caldas da Gama e Abreu, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Goiás, em ação movida pelo Ministério Público de Goiás (MPGO).
Até então, Caiado contava com um efetivo de 51 policiais militares para sua proteção e a de familiares. Com a decisão, o número máximo de agentes fica limitado a quatro, que deverão atender tanto o ex-governador quanto seus familiares, sem a formação de equipes exclusivas para cada integrante da família.
Ministério Público questionou ampliação da escolta
A ação foi proposta contra Ronaldo Caiado, a ex-primeira-dama Gracinha Caiado e o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Marco Aurélio Godinho.
O Ministério Público questiona uma portaria que ampliou a proteção policial aos familiares de ex-governadores e também pede o ressarcimento de eventuais prejuízos aos cofres públicos.
Ao analisar o caso, o magistrado reconheceu que a legislação estadual autoriza a proteção aos familiares, mas concluiu que esse direito deve respeitar o limite de quatro policiais militares.
"Caso seja necessária a proteção de familiares sem que haja a presença do ex-governador, será necessário o destacamento de policiais desse contingente de quatro", registrou o juiz na decisão.
Estado terá de prestar contas dos gastos
Além de reduzir o efetivo, a Justiça determinou que a Secretaria da Casa Militar apresente, no prazo de cinco dias, um relatório detalhado com as despesas relacionadas à segurança de Caiado.
O documento deverá informar gastos com diárias, passagens, hospedagens, combustíveis, veículos oficiais e aeronaves utilizadas na operação. Em caso de descumprimento da decisão, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 300 mil.
Governo de Goiás defende legalidade da medida
Em nota, a Procuradoria-Geral do Estado de Goiás afirmou que a proteção concedida ao ex-governador e aos seus familiares possui respaldo na Constituição estadual e não representa benefício de caráter pessoal.
Segundo o órgão, a extensão da escolta considera eventuais riscos decorrentes da atuação de Caiado como chefe do Executivo goiano e o número de policiais empregados varia conforme as necessidades operacionais de cada agenda.
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