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Justiça dos EUA amplia prazo para Rumble e Trump Media em ação contra Moraes

Justiça dos EUA amplia prazo para Rumble e Trump Media em ação contra Moraes

Empresas acusam ministro do STF de promover censura e contestam decisões que determinaram bloqueios de perfis em plataformas americanas

Por: Redação

08/07/2026 às 07:13

Imagem de Justiça dos EUA amplia prazo para Rumble e Trump Media em ação contra Moraes

Foto: Ton Molina/STF

A Justiça dos Estados Unidos concedeu novo prazo para a plataforma Rumble e a Trump Media responderem ao pedido de extinção da ação movida contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi proferida pela juíza Mary Scriven, da Corte Federal da Flórida, que estendeu o prazo das empresas até o dia 14 de julho.

A medida contraria a posição da Advocacia-Geral da União (AGU), que havia solicitado o encerramento imediato do processo. O prazo inicial para manifestação das empresas terminaria nesta terça-feira (7).

 

Empresas acusam Moraes de censura

Na ação judicial, a Trump Media e a Rumble alegam que Alexandre de Moraes determinou, de forma ilegal, o bloqueio de perfis de usuários residentes nos Estados Unidos em plataformas sediadas no país.

As empresas também sustentam que decisões do ministro configuram censura contra conteúdos e discursos políticos de usuários identificados com a direita, entre eles o jornalista Allan dos Santos.

A Rumble, plataforma de compartilhamento de vídeos popular entre o público conservador nos Estados Unidos, está suspensa no Brasil desde fevereiro de 2025 por determinação do STF, após descumprimento de decisões judiciais brasileiras. Moraes justificou a medida afirmando que a plataforma era utilizada para disseminar desinformação e ataques às instituições democráticas.

 

AGU contestou pedido de prorrogação

Ao se manifestar no processo, a Advocacia-Geral da União argumentou que a Trump Media e a Rumble buscavam criar uma "urgência artificial" para atrasar o andamento da ação.

Segundo a AGU, as empresas já tiveram tempo suficiente para preparar a resposta e chegaram, inclusive, a conceder entrevistas públicas sobre o caso, o que demonstraria conhecimento antecipado do processo.

Apesar da contestação, a juíza Mary Scriven manteve a solicitação das empresas e fixou o dia 14 de julho como novo prazo para a apresentação da resposta no processo que tramita na Justiça norte-americana.

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