Lula anuncia pacote de R$ 1,3 bilhão para reduzir impactos do El Niño
Governo apresenta plano com ações de combate a incêndios, formação de estoques de alimentos e reforço no atendimento a populações vulneráveis diante da previsão de agravamento do fenômeno climático
Por: Redação
29/07/2026 às 16:50

Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quarta-feira (29) um pacote de R$ 1,3 bilhão voltado à preparação do país para os efeitos do fenômeno El Niño, cuja intensidade é apontada pelo governo como uma das maiores dos últimos anos. Os recursos serão destinados a medidas preventivas nas áreas de segurança alimentar, combate a incêndios, monitoramento climático e assistência às populações consideradas mais vulneráveis.
Segundo o governo federal, a maior parcela do investimento será aplicada na formação de estoques de alimentos. Do total anunciado, R$ 850 milhões serão destinados à compra de milho e arroz, enquanto R$ 337 milhões financiarão ações de prevenção e combate a incêndios florestais, com prioridade para os estados do Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Tocantins.
O plano também prevê R$ 65 milhões para a distribuição de 350 mil cestas básicas, R$ 45 milhões para iniciativas na área da saúde, R$ 25 milhões destinados ao monitoramento dos rios e R$ 13 milhões para apoio a agricultores da Região Norte. Além disso, foi criada uma Sala de Situação do El Niño, responsável por acompanhar a evolução do fenômeno e coordenar as ações entre os órgãos federais.
Na área ambiental, o governo informou que reforçará a estrutura de combate aos incêndios com aeronaves, helicópteros, veículos e novas bases operacionais. As operações contarão com a participação das Forças Armadas, Ibama, ICMBio, Funai, Polícia Rodoviária Federal e governos estaduais.
De acordo com o Executivo, o El Niño tende a provocar chuvas mais intensas na Região Sul e períodos de estiagem no Norte e Nordeste. O plano prevê monitoramento contínuo dos reservatórios, acompanhamento das condições de abastecimento de água, reforço da Defesa Civil e medidas específicas para reduzir os impactos sobre comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, pescadores artesanais e agricultores familiares. Na área da saúde, centros especializados acompanharão os efeitos de ondas de calor, secas, incêndios e chuvas intensas para orientar as ações do Sistema Único de Saúde (SUS).
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