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Lula volta a criticar interferência externa e afirma que Brasil "não aceita que ninguém meta o nariz onde não é chamado"

Lula volta a criticar interferência externa e afirma que Brasil "não aceita que ninguém meta o nariz onde não é chamado"

Presidente reforça discurso em defesa da soberania nacional durante evento sindical em meio ao aumento das tensões diplomáticas com os Estados Unidos

Por: Redação

27/07/2026 às 08:17

Imagem de Lula volta a criticar interferência externa e afirma que Brasil "não aceita que ninguém meta o nariz onde não é chamado"

Foto: Ton Molina

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a soberania brasileira neste domingo (26), ao afirmar que o país não aceitará interferências externas em seus assuntos internos. A declaração foi feita durante a posse do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Damasceno, em São Bernardo do Campo (SP).

Durante o discurso, Lula afirmou que o governo pretende manter o crescimento econômico e destacou que o Brasil deve conduzir suas decisões de forma independente.

"É esse país que a economia cresce, que o PIB cresce, que a inflação desce e que a renda do trabalhador cresce, que a gente vai continuar fazendo sem aceitar ingerência de ninguém."

Na sequência, o presidente reforçou o posicionamento e voltou a defender a autonomia do país.

"A gente, aqui no Brasil, não aceita que ninguém meta o nariz onde não é chamado, porque o Brasil sabe cuidar de si."

As declarações ocorrem em meio ao aumento das tensões entre Brasil e Estados Unidos. Nas últimas semanas, o governo norte-americano anunciou tarifas que podem chegar a 37,5% sobre determinados produtos brasileiros. Também houve atritos diplomáticos após o governo brasileiro negar vistos a autoridades dos Estados Unidos que, segundo o Planalto, pretendiam vir ao país para questionar o processo eleitoral brasileiro.

No mesmo dia, Lula publicou um artigo no jornal The Washington Post, no qual classificou as tarifas impostas pelos Estados Unidos como medidas "injustas" e "infundadas".

O discurso também foi feito um dia após o presidente da Argentina, Javier Milei, participar da convenção nacional do PL que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Durante o evento, o líder argentino dirigiu críticas ao presidente brasileiro e utilizou expressões como "ladrão" e "presidiário" ao se referir a Lula.

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