Mendonça endurece posição e deve rejeitar delação parcial de Vorcaro
Ministro do STF sinaliza que acordo só será aceito se houver revelações completas e sem proteção a envolvidos
Por: Redação
20/03/2026 às 08:19

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, deve adotar uma postura rígida nas negociações de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, rejeitando qualquer acordo que não seja integral.
Segundo informações de bastidores, o magistrado não aceitará uma colaboração parcial, especialmente se houver tentativa de preservar nomes de autoridades — incluindo possíveis integrantes da própria Corte. A avaliação é de que um acordo incompleto comprometeria a credibilidade das investigações.
De acordo com o conteúdo do documento enviado, a condução da delação “esbarra em uma postura considerada inflexível” do ministro, que tem como prioridade garantir a integridade institucional do STF e evitar qualquer suspeita de favorecimento.
Interlocutores próximos ao ministro indicam que Mendonça rejeita qualquer tentativa de seleção de informações por parte da defesa de Vorcaro. A exigência é clara: a delação deve trazer fatos novos, relevantes e sem omissões.
Nos bastidores, há preocupação de que acordos parciais possam ser usados para proteger determinados envolvidos, o que poderia fragilizar o processo e gerar questionamentos sobre a atuação do Judiciário.
A possível colaboração de Vorcaro ocorre em um contexto sensível, com investigações que atingem setores políticos, empresariais e institucionais. O banqueiro, atualmente preso, foi transferido para uma unidade da Polícia Federal — movimento interpretado como indicativo de avanço nas negociações.
Outro ponto considerado incomum é a atuação simultânea da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) nas tratativas do acordo, algo visto como atípico diante do histórico de divergências entre as instituições.
Relatos apontam que Mendonça busca evitar qualquer associação futura a decisões que possam ser interpretadas como proteção a colegas ou interferência indevida nas investigações.
Ao mesmo tempo, o ministro também demonstra cautela para que a delação não se transforme em um espetáculo midiático, defendendo que o processo siga critérios técnicos e jurídicos, com foco na verificação dos fatos.
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