O deputado federal Nikolas Ferreira se manifestou nesta quarta-feira (13) sobre os áudios divulgados envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em publicação nas redes sociais, Nikolas afirmou que não acredita em “condenações precipitadas” e defendeu que o caso seja tratado com transparência. Segundo o parlamentar, Flávio apresentou sua versão dos fatos e negou qualquer ilegalidade nas conversas divulgadas.
“Não acredito em condenações precipitadas, assim como também acredito que transparência é sempre o melhor caminho. Flávio deu sua versão dos fatos e afirmou não haver qualquer ilegalidade em sua conduta”, declarou o deputado.
Os áudios divulgados pelo Intercept Brasil mostram Flávio cobrando pagamentos pendentes de Vorcaro para financiar a produção do filme biográfico sobre Jair Bolsonaro. Segundo a publicação, uma das conversas ocorreu em 16 de novembro de 2025, um dia antes da primeira prisão do banqueiro na Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master.
Nikolas Ferreira também voltou a defender a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master. O deputado afirmou que o caso deve ser apurado juntamente com outros episódios envolvendo contratos públicos e instituições financeiras.
“São muitos os escândalos que nosso país vem sofrendo. São notícias diárias de proporções gigantescas, como o escândalo do INSS ou dos contratos milionários envolvendo o Banco Master e ministros, além de pessoas ligadas ao Governo Lula”, afirmou.
Segundo o Intercept Brasil, pelo menos R$ 61 milhões teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025 em operações ligadas ao financiamento do filme “Dark Horse”. O valor total negociado chegaria a aproximadamente R$ 134 milhões, embora a publicação afirme não haver comprovação de que toda a quantia tenha sido efetivamente repassada.
Flávio Bolsonaro nega irregularidades e afirma que os contatos com Vorcaro tiveram como único objetivo a busca de financiamento privado para a produção cinematográfica, sem uso de recursos públicos ou verbas da Lei Rouanet.