A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou as redes sociais nesta sexta-feira (8) para esclarecer a atuação da cozinheira Rainê dos Santos, funcionária do Partido Liberal (PL) autorizada a prestar serviços na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília.
Michelle confirmou que Rainê recebe salário do PL, mas afirmou que os serviços prestados na casa da família Bolsonaro ocorrem fora do expediente da sigla e são pagos com recursos pessoais da ex-primeira-dama.
“Ela também trabalha para o partido. Mas isso não a impede de ter outras atividades pós-trabalho. Ela vem me ajudar depois do seu horário de expediente e, assim como sempre fiz toda vez que a contrato, pago a diária de serviço e o transporte dela com meu dinheiro”, escreveu Michelle.
A ex-primeira-dama também afirmou que decidiu contratar ajuda doméstica após enfrentar problemas de saúde relacionados à mão. Segundo ela, Rainê é uma pessoa de confiança da família desde o período em que Bolsonaro morava no Rio de Janeiro.
“A segurança alimentar de um ex-presidente que é perseguido e que já sofreu uma tentativa de assassinato deve ser observada. A cozinheira é de nossa confiança, trabalha conosco desde quando morávamos no Rio”, declarou.
Rainê dos Santos foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes a frequentar a residência do ex-presidente na quarta-feira (6), após pedido relacionado aos cuidados pessoais de Bolsonaro durante a prisão domiciliar humanitária.
Segundo dados da prestação de contas do PL, a cozinheira recebeu R$ 7,3 mil do partido em 2026, sendo R$ 5.182,15 em janeiro e R$ 2.128,72 em fevereiro. Em 2025, os pagamentos somaram R$ 64,9 mil.
Rainê também ocupou cargo no Gabinete Pessoal da Presidência da República em 2019, durante o governo Bolsonaro. Na época, atuou como assessora técnica com salário bruto de R$ 5.658,55, permanecendo na função até novembro de 2021.