PF faz nova operação sobre suposto desvio de cotas parlamentares
Deputado e líder do PL na Câmara não é alvo da ação, que apura suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa
Por: Redação
01/07/2026 às 09:41

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1º) a Operação Galho Fraco II, terceira fase da Operação Rent a Car, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio da utilização de cotas parlamentares. A nova etapa tem como alvo pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara dos Deputados. O parlamentar, porém, não é investigado nesta fase da operação.
Segundo a PF, as investigações buscam aprofundar apurações sobre possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. Os mandados autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) são cumpridos no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais.
De acordo com os investigadores, há indícios da atuação de um esquema envolvendo agentes públicos, particulares e empresas que teriam sido utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. A Polícia Federal também apura suspeitas de ocultação ou alteração de provas, hipótese que pode configurar fraude processual.
Nas fases anteriores da operação, a PF investigou supostas irregularidades na contratação de uma empresa de locação de veículos com recursos da cota parlamentar. Na ocasião, além de Sóstenes Cavalcante, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), assessores e advogados ligados aos parlamentares foram alvos de mandados de busca e apreensão.
Em dezembro do ano passado, durante a segunda fase da investigação, policiais encontraram R$ 470 mil em espécie em um endereço vinculado a Sóstenes Cavalcante. O deputado afirmou que o dinheiro era proveniente da venda de um imóvel, declarado no Imposto de Renda, e negou qualquer irregularidade.
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