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PF investiga ataque coordenado contra parlamentares conservadores após defesa do PL do Aborto

PF investiga ataque coordenado contra parlamentares conservadores após defesa do PL do Aborto

Sites de Eduardo Bolsonaro, Bia Kicis, Ramagem e Bilynskyj foram derrubados em ofensiva digital politizada; ação exibiu postagem de Lula em domínio invadido

Por: Redação

02/12/2025 às 08:45

Imagem de PF investiga ataque coordenado contra parlamentares conservadores após defesa do PL do Aborto

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Federal abriu uma nova frente de investigação para apurar uma série de ataques cibernéticos direcionados exclusivamente a parlamentares conservadores que se posicionaram a favor do PL 1.904/2024 — o chamado PL do Aborto, que estabelece limite de 22 semanas para interrupção da gravidez, inclusive em casos de estupro. A ofensiva digital, classificada pela PF como “coordenada”, teve como alvo figuras centrais da direita no Congresso.

O caso voltou ao centro das atenções nesta terça-feira (2), quando a PF deflagrou a Operação Intolerans para investigar ataques do tipo DDoS, que derrubaram sites oficiais e impediram o acesso de eleitores às plataformas institucionais dos parlamentares. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e Curitiba.

O ataque mais simbólico ocorreu contra o site do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que chegou a exibir, durante a invasão, um tuíte antigo de Lula, publicado em 2018, com uma foto do parlamentar sem camisa. O episódio, visto por aliados como tentativa de humilhação pública, manteve o site instável até que a equipe técnica reassumiu o controle.

Outros nomes expressivos da bancada conservadora também foram derrubados:
Bia Kicis (DF)
Alexandre Ramagem (RJ)
Delegado Paulo Bilynskyj (SP)

Em todos os casos, os sites ficaram fora do ar por longos períodos, justamente no auge do debate nacional sobre o PL 1.904.

Em redes sociais, um perfil anônimo assumiu o ataque e publicou ofensa explícita direcionada aos parlamentares: “Está proibido ter site se você pertence à bancada do estupro”, demonstrando motivação política e intolerância ideológica.

A PF afirma que todos os ataques seguiram o mesmo padrão técnico, com enxurradas de acessos artificiais derrubando servidores — o que reforça a tese de coordenação central e possível atuação de articuladores profissionais, inclusive no exterior, já que houve cooperação internacional ao longo da investigação.

O ataque ocorreu exatamente quando manifestações inflamadas — muitas estimuladas por grupos progressistas — buscavam barrar o avanço do PL 1.904. O projeto, de autoria de Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), equipara abortos realizados após 22 semanas ao crime de homicídio simples, com pena de seis a 20 anos. A proposta gerou reação de militantes pró-aborto, que passaram a atacar parlamentares alinhados à pauta pró-vida.

Para deputados da direita, os ataques foram uma tentativa de silenciamento digital e perseguição ideológica, em mais um capítulo da escalada de hostilidade contra parlamentares conservadores que defendem a proteção de bebês em gestações avançadas.

A Polícia Federal segue apurando autoria, financiamento e eventual articulação internacional da ofensiva.

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