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PF pede ao STF abertura de terceiro inquérito para investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência

PF pede ao STF abertura de terceiro inquérito para investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência

Novo pedido apura suposta atuação do filho do presidente em favor de empresa de tecnologia com contratos milionários com o governo federal; defesa afirma que há perseguição

Por: Redação

03/08/2026 às 15:47

Imagem de PF pede ao STF abertura de terceiro inquérito para investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência

Foto: Reprodução

A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para a abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A nova solicitação investiga suspeitas de tráfico de influência em favor de empresas parceiras ligadas ao empresário.

Segundo a apuração, a investigação envolve a empresa de tecnologia 3Structure It Ltda., que mantém contratos em vigor com o governo federal no valor de R$ 55,7 milhões. A Polícia Federal suspeita que Lulinha teria utilizado sua proximidade com o presidente da República para facilitar negócios e investimentos relacionados à empresa.

Fundada em 2019 e sediada em Florianópolis, a 3Structure It firmou seu primeiro contrato com o Centro Integrado de Telemática do Exército em novembro de 2022. O acordo, voltado ao fornecimento de soluções de tecnologia da informação e infraestrutura de armazenamento, foi inicialmente firmado por R$ 21,8 milhões e recebeu um aditivo de R$ 3,6 milhões em julho deste ano.

Caso o pedido seja autorizado pelo ministro André Mendonça, será o terceiro inquérito envolvendo Lulinha no STF. Na última semana, o magistrado já autorizou duas investigações contra o empresário.

A primeira apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção passiva em negociações ligadas à autorização para comercialização de cannabis medicinal no Ministério da Saúde. A segunda investiga suposta atuação em favor de empresários em contratos com a Dataprev, estatal responsável pelo processamento de dados de programas sociais do governo federal.

As investigações tiveram origem na Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Segundo a Polícia Federal, os elementos reunidos nas quebras de sigilo apontaram indícios de que Lulinha teria utilizado sua influência política para beneficiar empresários interessados em contratos públicos e em projetos relacionados ao mercado de cannabis medicinal. Entre os citados nas apurações está o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".

A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e afirma que o empresário é alvo de perseguição por ser filho do presidente da República.

"Se ele não fosse o filho do presidente Lula, esse inquérito jamais teria sido instaurado e os anteriores teriam sido arquivados", afirmou o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que também criticou o que classificou como uma "pesca probatória" por parte de setores da Polícia Federal.

 
 

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