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PSDB e PSD contrataram empresa investigada por ligação com organização do tráfico, aponta reportagem

PSDB e PSD contrataram empresa investigada por ligação com organização do tráfico, aponta reportagem

Partidos afirmam que empresa de táxi aéreo estava regular na época das contratações e dizem desconhecer as investigações

Por: Redação

29/06/2026 às 08:56

Imagem de PSDB e PSD contrataram empresa investigada por ligação com organização do tráfico, aponta reportagem

Foto: Reprodução

O PSDB Nacional e o PSD de Minas Gerais destinaram, juntos, pelo menos R$ 1,1 milhão à empresa CNM Aviação, segundo registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A empresa pertence a Juliana Costa Nobre Magalhães, denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) em 2023 por suposta participação em uma organização criminosa investigada por tráfico internacional de drogas.

De acordo com a denúncia, a investigação apura a atuação de um grupo ligado à traficante Karina Campos, conhecida como "rainha do pó" e atualmente foragida. O MPF afirma que Juliana exercia a função de "gerente-executiva" da organização e é irmã de Leonardo Costa Nobre, apontado como integrante do esquema investigado.

Os registros do TSE mostram que o PSDB Nacional pagou R$ 551,7 mil à CNM Aviação, enquanto o PSD de Minas Gerais desembolsou R$ 555,4 mil. A empresa também prestou serviços a campanhas eleitorais em 2022, incluindo a de Alexandre Kalil (PSD) ao governo de Minas Gerais e as dos parlamentares Eros Biondini (PL) e Chiara Biondini (PL), além de posteriormente passar a operar uma aeronave arrendada do deputado federal Fred Costa (PRD-MG), que afirmou desconhecer a investigação.

Em nota, o PSDB informou que a contratação ocorreu em 2022, quando a empresa possuía CNPJ ativo, autorização para operar e toda a documentação exigida pelos órgãos competentes. O partido afirmou ainda que não mantém qualquer vínculo com a empresa além da prestação do serviço.

O PSD também declarou que desconhecia as investigações envolvendo a CNM Aviação. Segundo a legenda, a contratação foi realizada após análise da documentação da empresa e, na época, não havia sido identificada qualquer irregularidade.

Segundo a denúncia do MPF, Juliana teria constituído e administrado a CNM Aviação no mesmo endereço da BHZ Táxi Aéreo, empresa anteriormente ligada ao irmão e utilizada, conforme a acusação, para manter ativos relacionados ao grupo investigado. A ação penal tramita na Justiça Federal de Minas Gerais, e Juliana responde ao processo em liberdade.

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