Metade dos eleitores brasileiros afirma que não votaria de forma alguma no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (10). O levantamento mostra Lula com 50% de rejeição, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 45%.
O resultado representa uma alta na resistência ao presidente em relação à pesquisa anterior, realizada entre 30 de agosto e 2 de setembro. Na ocasião, Lula tinha 48% de rejeição. Com a nova oscilação de dois pontos porcentuais, o índice voltou ao maior nível registrado na série.
Flávio, por outro lado, apresentou uma redução de um ponto na rejeição, passando de 46% para 45%. Segundo o levantamento, esse é o menor percentual registrado pelo senador desde maio.
Lula concentra maior rejeição
Além do índice de rejeição, a pesquisa avaliou o grau de preferência dos eleitores pelos dois principais nomes analisados. Entre os entrevistados, 37% afirmam que Lula é o único candidato em quem votariam, enquanto 9% dizem que poderiam votar no presidente.
No caso de Flávio Bolsonaro, 36% apontam o senador como a única opção em que votariam, enquanto outros 13% afirmam que poderiam escolher seu nome.
Os números mostram que os dois candidatos enfrentam níveis elevados de resistência eleitoral, fator que pode ter peso na disputa presidencial de 2026.
Rejeição pode influenciar decisão do eleitor
O levantamento também recupera dados de uma pesquisa anterior do PoderData/Aya, realizada entre 9 e 12 de agosto, segundo a qual 18% dos brasileiros escolhem um candidato principalmente para evitar os demais concorrentes.
Nesse cenário, a rejeição aos adversários pode se tornar um componente relevante da estratégia das campanhas durante a eleição.
Pesquisa ouviu 3 mil eleitores
A pesquisa atual foi realizada entre 6 e 9 de setembro, por telefone, com 3 mil pessoas distribuídas em 623 municípios das 27 unidades da Federação.
O levantamento tem margem de erro de 1,8 ponto porcentual, intervalo de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04914/2026.