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Sóstenes endossa reação de Alcolumbre e acusa governo Lula de ultrapassar limites na disputa por Messias
Sóstenes endossa reação de Alcolumbre e acusa governo Lula de ultrapassar limites na disputa por Messias
Líder do PL afirma que Planalto tenta controlar o Senado e transformar desorganização interna em crise institucional; tensão cresce antes da sabatina do indicado ao STF
Por: Redação
01/12/2025 às 10:29

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou apoio público ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-SP), em meio à escalada de tensão provocada pela indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Em nota divulgada no domingo (30), Alcolumbre criticou o governo Lula por atrasar deliberadamente o envio da mensagem oficial que confirma Messias como indicado ao STF — manobra que, segundo o senador, buscaria ganhar tempo até a sabatina marcada para 10 de dezembro.
Sóstenes reforçou a crítica: “Quando o Senado cobra respeito, é porque o Executivo ultrapassou todos os limites”. Para ele, o governo Lula “quer mandar no Senado, impor cronograma e ainda culpar terceiros por sua própria bagunça interna” que inclui o post completo publicado pelo deputado no X.
A nota de Alcolumbre foi interpretada como uma reação direta ao Planalto, que insiste em segurar o envio da indicação oficial — item indispensável para que a sabatina seja realizada. Mesmo assim, o presidente do Senado declarou que manterá o cronograma previsto e que não cederá às pressões.
A crise tem múltiplas frentes. A ministra Gleisi Hoffmann tentou esfriar o embate, afirmando que o governo “respeita” Alcolumbre e negou qualquer tentativa de fisiologismo. No entanto, nos bastidores, o desgaste é evidente. A escolha de Lula por Messias enfrentou resistência tanto do presidente do Senado — que queria Rodrigo Pacheco na vaga — quanto de movimentos identitários, insatisfeitos com a opção por um homem branco indicado justamente no Dia da Consciência Negra.
Messias, por sua vez, cometeu seu próprio tropeço político ao divulgar nota se colocando “à disposição” antes de conversar pessoalmente com Alcolumbre — gesto visto como afronta e que aumentou o distanciamento entre os dois. O senador devolveu com ironia e marcou a sabatina para uma data considerada desfavorável ao indicado, intensificando a percepção de retaliação.
Dentro do STF, o cenário também é conturbado. O ministro André Mendonça, ex-AGU e colega de Messias, articula apoio ao indicado de Lula, enquanto setores da direita consideram o nome “mais petista do que evangélico”. O tribunal, dividido, observa a batalha política se acirrar antes mesmo do início do processo formal de sabatina.
Com o Senado mobilizado, o Planalto pressionado e Messias ainda tentando conquistar votos, o episódio se consolida como uma das crises políticas mais explícitas do governo Lula — e expõe, mais uma vez, o aprofundamento da ruptura entre Executivo e Legislativo.
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