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Tarcísio atua por prisão domiciliar de Bolsonaro e aposta em “bom senso” do STF

Tarcísio atua por prisão domiciliar de Bolsonaro e aposta em “bom senso” do STF

Governador de São Paulo diz trabalhar nos bastidores para transferência do ex-presidente e pede compreensão diante do quadro de saúde

Por: Redação

15/12/2025 às 22:01

Imagem de Tarcísio atua por prisão domiciliar de Bolsonaro e aposta em “bom senso” do STF

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira (15) que tem atuado para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja transferido para a prisão domiciliar, diante do agravamento de seu estado de saúde. Sem detalhar as articulações, Tarcísio declarou estar “trabalhando no assunto” e disse confiar que o bom senso prevalecerá no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Pretendo visitá-lo em casa. Tenho fé que o bom senso vai prevalecer e haverá compreensão acerca do seu estado de saúde”, afirmou o governador à coluna. A declaração ocorre em meio a novos laudos médicos que indicam hérnia inguinal bilateral e recomendam cirurgia urgente, procedimento incompatível com ambiente prisional.

Nas últimas horas, a defesa de Bolsonaro protocolou pedido ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, solicitando autorização para realização imediata do procedimento cirúrgico e internação hospitalar. O ex-presidente passou por ultrassonografia no domingo (14), nas dependências da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso.

A movimentação de Tarcísio reforça o apelo por humanidade e proporcionalidade diante de um quadro clínico delicado, marcado por complicações recorrentes desde a facada sofrida em 2018. Aliados do ex-presidente avaliam que a prisão domiciliar é medida adequada para garantir tratamento médico contínuo, sem prejuízo às decisões judiciais.

Na sexta-feira (12), Tarcísio encontrou-se com Moraes durante o lançamento do SBT News, em São Paulo, ocasião em que ambos se cumprimentaram. O gesto foi interpretado por interlocutores como sinal de diálogo institucional, ainda que o mérito do pedido dependa de decisão do Supremo.

Para o campo conservador, o caso expõe a necessidade de separar responsabilidade penal de direitos fundamentais, especialmente quando a saúde do custodiado exige cuidados especializados. A expectativa é de que o Judiciário reconheça o caráter excepcional da situação e autorize a transferência.

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