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Vazamento de dados sigilosos do BC expõe possível esquema ligado ao caso Master
Vazamento de dados sigilosos do BC expõe possível esquema ligado ao caso Master
Investigação aponta acesso irregular a documentos do MPF e envio direto a Vorcaro antes de operação da PF
Por: Redação
26/03/2026 às 09:54

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Uma nova frente de investigação envolvendo o caso do Banco Master revelou indícios de acesso indevido a informações sigilosas do Banco Central e do Ministério Público Federal (MPF), que teriam sido repassadas ao empresário Daniel Vorcaro antes de sua prisão.
De acordo com apurações, o Banco Central alertou o MPF em 15 de julho de 2025 sobre irregularidades envolvendo operações do banco, incluindo a cessão de créditos considerados inexistentes ao Banco de Brasília (BRB), o que pode configurar crime financeiro.
Poucos dias depois, documentos restritos da investigação foram acessados de forma irregular e enviados ao celular de Vorcaro por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. O envio ocorreu em 24 de julho, um dia após o sistema do MPF ter sido invadido, segundo registros das autoridades.
Entre os materiais compartilhados estavam três procedimentos sigilosos, incluindo o que posteriormente embasou a prisão do empresário pela Polícia Federal, realizada no Aeroporto de Guarulhos, em novembro de 2025.
As investigações indicam que Vorcaro e aliados monitoravam termos específicos nos documentos, como “Banco Master”, “Vorcaro” e “Nelson Tanure”, este último apontado como possível sócio oculto da instituição.
A proximidade temporal entre o alerta do Banco Central e o vazamento dos dados reforçou suspeitas de um esquema estruturado de acesso a informações protegidas, envolvendo não apenas o MPF, mas também dados de órgãos como Polícia Federal, FBI e Interpol.
Segundo a Polícia Federal, o chamado “Sicário” teria atuado como operador responsável por obter dados confidenciais e monitorar adversários do grupo, além de atuar na contenção de situações sensíveis, incluindo a remoção de conteúdos em redes sociais.
O caso também envolve ex-dirigentes do Banco Central, que foram afastados por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, ampliando o alcance institucional das investigações.
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