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Dólar cai para R$ 5,13 e Bolsa recua em dia de atenção a indicadores e cenário externo

Dólar cai para R$ 5,13 e Bolsa recua em dia de atenção a indicadores e cenário externo

Mercado acompanha revisão das projeções para a inflação, dados da economia dos Estados Unidos e audiência sobre investigação comercial envolvendo o Brasil

Por: Redação

06/07/2026 às 21:06

Imagem de Dólar cai para R$ 5,13 e Bolsa recua em dia de atenção a indicadores e cenário externo

Foto: Sharon McCutcheon/Unsplash

O dólar encerrou esta segunda-feira (6) em queda de 0,70% frente ao real, cotado a R$ 5,13. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), fechou o pregão com recuo de 0,93%, aos 172,2 mil pontos.

Os investidores acompanharam a divulgação de novos indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos, além das expectativas em torno da audiência promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que analisa a investigação comercial envolvendo o Brasil e a possibilidade de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

 

Focus reduz projeção para inflação

No cenário doméstico, o mercado reagiu à divulgação do Boletim Focus, relatório semanal elaborado pelo Banco Central com projeções de instituições financeiras.

A estimativa para a inflação de 2026 foi revisada de 5,33% para 5,30%, interrompendo um período de sucessivas altas nas previsões dos analistas.

 

Petróleo recua após decisão da Opep+

No mercado internacional, os preços do petróleo registraram queda após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) anunciar o aumento da produção da commodity a partir de agosto de 2026.

A entidade informou que a oferta global será ampliada em 188 mil barris por dia.

Com isso, o barril do petróleo Brent fechou em queda de 0,18%, cotado a US$ 71,99, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) recuou 0,39%, encerrando o dia a US$ 68,55.

 

Mercado acompanha dados dos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, investidores repercutiram declarações de Christopher Waller, integrante do Federal Reserve (Fed), que afirmou que a inflação continua sendo o principal desafio para a política monetária norte-americana.

Além disso, o Índice de Gerentes de Compras (PMI) do setor de serviços caiu de 54,5 pontos em maio para 54,0 em junho, indicando desaceleração da atividade, embora o componente relacionado ao emprego tenha voltado a crescer após três meses consecutivos de retração.

 

Investigação comercial permanece no radar

Os mercados também acompanharam a expectativa em torno da audiência realizada pelo USTR, em Washington, que discute a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil.

Entre os participantes está o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que apresentou manifestação durante a audiência sobre a possibilidade de adoção de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.

Segundo o economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, a valorização do real foi favorecida pelo desempenho das exportações brasileiras e pela recuperação dos preços de commodities, como soja e minério de ferro, fatores que aumentam o ingresso de dólares no país. No cenário externo, acrescentou, a divulgação de indicadores econômicos mais fracos nos Estados Unidos reduziu as expectativas de novas altas de juros pelo Federal Reserve, contribuindo para o movimento observado no câmbio.

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