Endividamento das famílias brasileiras se aproxima de recorde histórico
Indicador atinge quase 50% da renda e revela pressão crescente sobre orçamento doméstico
Por: Redação
06/04/2026 às 15:23

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O endividamento das famílias brasileiras voltou a se aproximar do maior nível da série histórica, segundo dados recentes do Banco Central. Em janeiro de 2026, o indicador alcançou 49,7% da renda acumulada em 12 meses, mantendo-se praticamente estável em relação ao mês anterior e próximo do pico de 49,9%, registrado em 2022.
Além do nível elevado de endividamento, o comprometimento da renda com o pagamento de dívidas também apresentou aumento. O índice subiu de 29,2% para 29,3% no período, indicando maior pressão financeira sobre os lares brasileiros.
Quando desconsiderado o crédito imobiliário, o cenário também mostra deterioração: a taxa passou de 26,9% para 27,1%, reforçando a tendência de crescimento do peso das dívidas no orçamento familiar.
Levantamento da Confederação Nacional do Comércio aponta que 80,2% das famílias brasileiras possuem algum tipo de dívida, evidenciando a ampla disseminação do endividamento no país.
Ao mesmo tempo, modalidades de crédito seguem em expansão. O crédito habitacional alcançou R$ 1,326 trilhão, com alta de 11,6% em 12 meses, enquanto o financiamento de veículos cresceu 16,2% no mesmo período.
O avanço do endividamento ocorre em paralelo à elevação das expectativas de inflação. O Boletim Focus indicou aumento da projeção do IPCA para 2026, que passou de 4,31% para 4,36%, acumulando quatro semanas consecutivas de alta.
As estimativas para os anos seguintes também registraram elevação, sinalizando um ambiente econômico mais pressionado, com impacto direto sobre o custo de vida e a capacidade de pagamento das famílias.
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