Governo Lula fecha maio com rombo de R$ 40,6 bi
Apesar do saldo negativo, queda de 32,8% no deficit anima Planalto; Previdência segue como principal foco de desequilíbrio
Por: Redação
26/06/2025 às 18:37

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
O governo federal registrou em maio de 2025 um deficit de R$ 40,6 bilhões nas contas públicas, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Tesouro Nacional. Embora o número represente um rombo expressivo, é considerado uma 'melhora' frente ao mesmo mês de 2024, quando o saldo negativo foi de R$ 60,4 bilhões — uma redução de 32,8% em termos nominais.
O saldo primário, que desconsidera o pagamento de juros da dívida pública, é calculado a partir das receitas menos as despesas do chamado governo central — composto pelo Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social.
Desempenho dos órgãos em maio:
Tesouro Nacional: superavit de R$ 15,3 bilhões
Banco Central: saldo positivo de R$ 197 milhões
Previdência Social: deficit de R$ 56,2 bilhões
A Previdência, mais uma vez, respondeu pelo maior desequilíbrio no orçamento do governo federal, ampliando o desafio de conter o crescimento de gastos sociais em meio à tentativa do governo de equilibrar as contas públicas.
No acumulado de janeiro a maio de 2025, as contas do governo apresentam superavit de R$ 32,2 bilhões, revertendo o deficit de R$ 28,7 bilhões registrado no mesmo período do ano passado. O Tesouro atribui essa melhora principalmente à queda de R$ 31,3 bilhões nos pagamentos de precatórios e sentenças judiciais.
Por outro lado, as despesas com o BPC (Benefício de Prestação Continuada) continuam crescendo, atingindo R$ 52,3 bilhões no período — uma alta real de 10,6% em relação aos cinco primeiros meses de 2024.
Nos 12 meses encerrados em maio, o governo acumula superavit de R$ 18,1 bilhões, equivalente a 0,15% do PIB.
Apesar dos sinais positivos, a equipe econômica segue sob pressão para atingir a meta fiscal de deficit zero até o fim de 2025. A margem de tolerância, no entanto, permite um deficit primário de até 0,25% do PIB, o que representa R$ 30,9 bilhões em valores nominais.
Ou seja, o rombo de maio já ultrapassa o limite anual previsto para o cumprimento da meta fiscal, o que acende o sinal de alerta sobre os próximos meses.
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