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Indústria atribui tarifa dos EUA à condução diplomática do governo Lula e alerta para perda de competitividade

Indústria atribui tarifa dos EUA à condução diplomática do governo Lula e alerta para perda de competitividade

Fiesp, Fiemg e CNI avaliam que sobretaxa de 25% prejudica exportações brasileiras e defendem retomada das negociações com Washington

Por: Redação

16/07/2026 às 08:23

Imagem de Indústria atribui tarifa dos EUA à condução diplomática do governo Lula e alerta para perda de competitividade

Foto: Julia Moraes/Fiesp

Entidades que representam a indústria brasileira reagiram à decisão dos Estados Unidos de aplicar uma sobretaxa de 25% sobre parte das exportações brasileiras. Em manifestações divulgadas nesta quarta-feira (15), as organizações alertaram para os impactos da medida sobre a competitividade da indústria nacional e defenderam uma solução negociada para o impasse comercial.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) atribuiu parte da responsabilidade pelo agravamento da crise comercial à condução diplomática do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em nota, a entidade afirmou que "ruídos diplomáticos desnecessários", críticas direcionadas aos Estados Unidos, discursos com viés eleitoral e o afastamento político entre Brasília e Washington contribuíram para o desgaste da relação bilateral.

Segundo a Fiesp, a adoção das tarifas poderia ter sido evitada por meio de uma atuação mais técnica e pragmática nas negociações com o governo norte-americano.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) avaliou que a nova tarifa amplia a desvantagem dos produtos brasileiros em relação aos concorrentes internacionais, aumentando o risco de perda de mercado para fornecedores de outros países.

A entidade alertou que empresas brasileiras poderão enfrentar redução de margens de lucro, renegociação de contratos e substituição por concorrentes estrangeiros. A Fiemg também defendeu maior clareza sobre os produtos atingidos, os prazos de implementação da medida e o tratamento a contratos já firmados, com o objetivo de reduzir a insegurança para os exportadores.

Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que a sobretaxa intensifica um cenário que já vinha sendo desfavorável às exportações brasileiras para os Estados Unidos.

Segundo a entidade, as vendas da indústria brasileira ao mercado norte-americano recuaram 13% no primeiro semestre deste ano, o equivalente a aproximadamente US$ 2,6 bilhões (R$ 13 bilhões).

O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou que 20 dos 27 estados brasileiros registraram queda nas exportações para os Estados Unidos no período e afirmou que a nova tarifa tende a ampliar as dificuldades enfrentadas pelo setor industrial.

As entidades defendem a retomada das negociações entre Brasil e Estados Unidos para tentar reduzir os impactos da medida e preservar a competitividade da indústria brasileira no mercado americano.

 

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