Inflação avança no Nordeste e pressiona renda das famílias mais pobres
Alta de alimentos, combustíveis e aluguéis supera média nacional e intensifica perda de poder de compra
Por: Redação
05/05/2026 às 17:43

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A inflação tem impactado com maior intensidade a região Nordeste, onde o aumento no custo de vida vem superando a média nacional e pressionando principalmente as famílias de menor renda.
Dados mostram que seis das dez capitais brasileiras com maior alta no preço da cesta básica estão na região, evidenciando uma escalada mais acentuada nos itens essenciais. O fenômeno ocorre em um contexto de menor renda média, o que amplia os efeitos sobre o consumo.
Na Recife, por exemplo, o valor da cesta básica chegou a R$ 654,62 entre janeiro e março, com alta próxima de 10% apenas no primeiro trimestre — mais que o dobro da inflação projetada para o ano inteiro.
Entre os principais responsáveis pela pressão inflacionária estão alimentos básicos e combustíveis. O feijão-carioca registrou aumentos superiores a 24% em capitais como Salvador e Teresina, enquanto em Belém a alta se aproximou de 50%.
O custo do transporte também avançou. A gasolina subiu mais de 10% em poucas semanas, atingindo média de R$ 6,93 por litro, enquanto o diesel acumulou alta de 26,25%, a maior variação do país no período.
Além disso, o mercado imobiliário tem contribuído para o encarecimento do custo de vida. Capitais como Aracaju, Maceió e Natal registraram algumas das maiores altas nos aluguéis residenciais do Brasil, ampliando o peso das despesas fixas no orçamento das famílias.
Com renda per capita média em torno de R$ 1.340, moradores da região comprometem grande parte dos ganhos com despesas básicas, o que reduz o poder de compra e aumenta a vulnerabilidade financeira diante de novas elevações de preços.
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