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Amcham prevê impacto de US$ 11 bilhões após tarifa dos EUA e cobra avanço nas negociações
Amcham prevê impacto de US$ 11 bilhões após tarifa dos EUA e cobra avanço nas negociações
Câmara Americana de Comércio alerta para prejuízos às exportações brasileiras, critica efeitos da sobretaxa e defende retomada do diálogo entre Brasília e Washington
Por: Redação
16/07/2026 às 14:05

Foto: Reprodução
A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) avaliou que a decisão dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros poderá afetar mais de US$ 11 bilhões em exportações da indústria e do agronegócio. Segundo a entidade, a medida representa um dos maiores desafios recentes para a relação comercial entre os dois países.
Em nota, a Amcham afirmou que a nova tarifa coloca o Brasil entre os países com as condições mais restritivas de acesso ao mercado norte-americano. A entidade destacou ainda que a decisão contrasta com o superávit comercial registrado pelos Estados Unidos nas trocas com o Brasil, que alcançou US$ 41,8 bilhões em bens e serviços em 2025, além das baixas tarifas aplicadas pelo mercado brasileiro aos produtos americanos.
Na avaliação da Câmara, o tarifaço tende a elevar custos para empresas e consumidores dos Estados Unidos, reduzir a competitividade de indústrias que utilizam insumos brasileiros e ampliar a dependência de fornecedores de outros mercados, especialmente asiáticos. A entidade também projeta redução do comércio bilateral e possível retração dos investimentos entre os dois países.
O presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, defendeu a continuidade das negociações entre os governos brasileiro e norte-americano como alternativa para reverter as sobretaxas e preservar a parceria comercial.
Segundo ele, embora não tenha sido alcançado um acordo até o momento, o diálogo entre Brasília e Washington se intensificou nos últimos meses e continua sendo o caminho mais eficaz para solucionar o impasse comercial.
A entidade também avaliou como positiva a decisão dos Estados Unidos de excluir alguns produtos da sobretaxa, entre eles carne bovina, café, laranja, partes para aeronaves, petróleo e celulose. Ainda assim, a Amcham defendeu a criação de um mecanismo que permita ampliar a lista de produtos isentos das novas tarifas.
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