Trump declara fim do cessar-fogo e descarta novas negociações com o Irã
Presidente dos EUA afirma que acordo perdeu a validade e sinaliza continuidade da ofensiva militar contra o regime iraniano
Por: Redação
08/07/2026 às 08:44

Foto: Getty Images
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (8) o fim do Memorando de Islamabad, acordo que havia prorrogado por 60 dias o cessar-fogo entre Washington e Teerã. Segundo o republicano, não há mais espaço para negociações com o regime iraniano.
A declaração foi feita durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada em Ancara, na Turquia.
"É perda de tempo negociar com eles", afirmou Trump ao comentar o fim do entendimento firmado entre os dois países.
Tensões voltaram a crescer no Estreito de Ormuz
O Memorando de Islamabad foi assinado em 17 de junho com o objetivo de interromper os confrontos iniciados em fevereiro e criar condições para um acordo definitivo de paz.
Nas últimas semanas, porém, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques em meio à disputa pelo controle das rotas de navegação no Estreito de Ormuz, região estratégica para o transporte mundial de petróleo.
Na terça-feira (7), os Estados Unidos lançaram novos ataques contra alvos iranianos e restabeleceram sanções ao petróleo do país, após Teerã ser acusado de atacar embarcações comerciais na região.
Já nesta quarta-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica informou ter realizado ataques contra alvos militares americanos localizados no Bahrein e no Kuwait.
Trump sinaliza continuidade da ofensiva
Embora tenha afirmado que representantes dos dois países podem continuar conversando, Trump indicou que a estratégia militar dos Estados Unidos será mantida.
"Temos de nos livrar desse câncer. E sabem o que deve ser feito? É preciso extirpar o câncer logo no início", declarou o presidente americano.
Em resposta, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, criticou o governo norte-americano em publicação nas redes sociais. O líder iraniano acusou Washington de adotar uma política baseada em intimidação e afirmou que o país continuará defendendo seus interesses diante das ações dos Estados Unidos.
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