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FMI libera novo repasse à Argentina e elogia Milei por corte de gastos e recuperação econômica
FMI libera novo repasse à Argentina e elogia Milei por corte de gastos e recuperação econômica
Desembolso de US$ 2 bilhões depende de aprovação final; fundo destaca “desinflação, queda da pobreza e retorno aos mercados” sob gestão Milei
Por: Redação
25/07/2025 às 09:28

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quinta-feira (24.jul.2025) que chegou a um acordo técnico com a Argentina para a liberação de aproximadamente US$ 2 bilhões, após a primeira revisão do programa de crédito firmado em abril deste ano. O valor será desembolsado assim que o Conselho Executivo do FMI aprovar formalmente a avaliação, o que deve ocorrer no final do mês.
O programa SAF (Serviço Ampliado do Fundo), que totaliza US$ 20 bilhões ao longo de quatro anos, teve início com um repasse de US$ 12 bilhões em abril — 60% do valor total. A avaliação positiva marca um sinal de confiança do FMI na condução econômica do governo Javier Milei, que assumiu a presidência em dezembro de 2023 com uma agenda de reformas liberais e ajustes fiscais severos.
“Início sólido” e confiança internacional
Em comunicado, o FMI afirmou que o programa teve um “início sólido”, mesmo diante de um cenário externo adverso, destacando como avanços a desinflação, redução da pobreza e o retorno da Argentina aos mercados internacionais de capitais — o que, segundo o fundo, ocorreu mais cedo do que o previsto.
“A implementação contínua de políticas macroeconômicas rigorosas, como uma âncora fiscal robusta e uma política monetária restritiva, sustentou o avanço”, disse o organismo em nota oficial.
O FMI também elogiou a transição do país para um regime cambial mais flexível, com redução dos controles de capital, medida que vinha sendo aguardada pelos investidores.
Compromissos reafirmados
O fundo ressaltou que o governo argentino permanece comprometido com o controle fiscal, o fortalecimento das reservas internacionais, a redução da inflação e a continuidade das reformas estruturais que possam impulsionar o crescimento sustentado.
“As autoridades continuam comprometidas em proteger a âncora fiscal, reconstruir reservas, reduzir a inflação de forma duradoura e fortalecer ainda mais a estrutura monetária”, diz o relatório técnico.
Histórico turbulento e reviravolta sob Milei
A Argentina é uma das maiores devedoras da história do FMI e já enfrentou diversos impasses com o organismo ao longo das últimas décadas. O atual programa substitui o acordo assinado em 2022, durante o governo do ex-presidente Alberto Fernández, que fracassou no cumprimento das metas diante do agravamento da crise.
Desde que assumiu o poder, Javier Milei (La Libertad Avanza) tem promovido uma agenda de austeridade, com cortes drásticos de gastos públicos, redução de subsídios, privatizações e um novo arranjo cambial. Suas medidas, embora controversas internamente, têm sido bem recebidas por investidores e por entidades multilaterais, como o FMI.
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