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Israel anuncia processo contra New York Times por reportagem sobre Gaza

Israel anuncia processo contra New York Times por reportagem sobre Gaza

Governo Netanyahu acusa jornal americano de divulgar informações falsas contra militares israelenses

Por: Redação

15/05/2026 às 07:00

Imagem de Israel anuncia processo contra New York Times por reportagem sobre Gaza

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O governo de Israel anunciou a abertura de um processo por difamação contra o jornal The New York Times após a publicação de uma coluna com acusações contra militares israelenses durante a guerra em Gaza.

A ação judicial tem como alvo o artigo “The Silence That Meets the Rape of Palestinians”, assinado pelo jornalista Nicholas Kristof. O texto reúne relatos de 14 palestinos que acusam soldados israelenses de abusos sexuais e torturas.

O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou a publicação como “uma das mentiras mais distorcidas já publicadas contra o Estado de Israel” e acusou o jornal de promover um “libelo de sangue” contra o país.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel também rejeitou as acusações e afirmou que o conteúdo faz parte de uma “campanha anti-Israel coordenada”. Segundo o governo israelense, o artigo tenta estabelecer uma falsa equivalência entre militares israelenses e integrantes do Hamas.

A repercussão da reportagem mobilizou entidades judaicas nos Estados Unidos. Grupos como EndJewHatred, Stop Antizionism, Hineni e Movement Against Antizionism anunciaram manifestações diante da sede do New York Times, em Manhattan. As organizações afirmam que o artigo incentiva ataques contra judeus.

Autoridades israelenses e entidades de monitoramento da imprensa também questionaram as fontes utilizadas na reportagem. O embaixador israelense nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, afirmou que a coluna utilizou informações da Euro-Mediterranean Human Rights Monitor, organização que, segundo ele, já apareceu em fotografias ao lado de integrantes do Hamas.

Israel também criticou a participação de entidades como Save the Children e Committee to Protect Journalists na produção do material.

O governo israelense afirmou ainda que a publicação ocorreu um dia antes da divulgação de um relatório da Comissão Civil Israelense sobre os ataques de 7 de outubro de 2023. Segundo o documento, integrantes do Hamas cometeram estupros coletivos, mutilações sexuais e abusos contra civis e reféns israelenses durante a ofensiva terrorista.

O relatório reúne mais de 430 entrevistas, além de fotos e vídeos, e conclui que a violência sexual foi utilizada como parte deliberada da estratégia de terror do Hamas.

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