O ministro Jorge Messias indicou a aliados que pretende permanecer no comando da Advocacia-Geral da União (AGU) após a derrota sofrida no Senado, que rejeitou sua indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo interlocutores, a sinalização foi dada nos últimos dias durante conversas com aliados políticos e integrantes do governo. Entre os nomes consultados por Messias está o senador Otto Alencar.
De acordo com aliados, o ministro avalia que a AGU continua sendo o espaço onde possui maior influência dentro da estrutura do governo federal. Procurador federal de carreira, Messias integra os quadros da instituição há anos.
Nos bastidores, interlocutores afirmam que o advogado-geral também considera que poderá exercer papel estratégico na contenção de desgastes provocados pela chamada “agenda policial”, que tem ampliado tensões políticas e institucionais no país nos últimos meses.
Outro fator considerado por Messias foi a atual configuração do Ministério da Justiça, pasta que chegou a ser cogitada como possível destino político para o ministro. Atualmente, o ministério é comandado por Wellington César Lima, aliado próximo do chefe da AGU.
Como revelado anteriormente, Jorge Messias chegou a cogitar deixar o governo após a rejeição de seu nome pelo Senado para a vaga aberta no STF. A possibilidade de saída, porém, perdeu força após conversas com aliados e integrantes do Palácio do Planalto.
Na semana passada, Messias também se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir seu futuro político dentro da administração federal. Segundo relatos, o encontro terminou sem definição oficial.
A expectativa dentro do governo é de que Lula e Jorge Messias voltem a se reunir nos próximos dias para definir de forma definitiva a permanência do ministro na AGU ou eventual mudança para outra área da Esplanada.