Justiça dos EUA processa Minnesota por agenda woke no serviço público
Departamento de Justiça afirma que critérios de raça e gênero em contratações violam leis federais e reforça mudança de orientação sob o governo Trump
Por: Redação
14/01/2026 às 20:34

Foto: Reprodução/Flickr
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos moveu uma ação judicial contra o Estado de Minnesota, questionando a obrigatoriedade de políticas inspiradas na chamada agenda woke em órgãos públicos estaduais. A iniciativa marca um endurecimento da posição do governo federal contra programas de ação afirmativa que utilizam critérios de raça e gênero em processos de contratação.
Segundo o Departamento de Justiça, as diretrizes adotadas por Minnesota violam a legislação federal, ao exigir que decisões de emprego levem em conta características como sexo e raça, em detrimento do mérito individual. O processo foi protocolado em tribunal federal e sustenta que tais práticas configuram discriminação direta, ainda que justificadas sob o argumento de promoção da diversidade.
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, afirmou que “tomar decisões de contratação com base em características imutáveis é discriminação” e reforçou que o governo do presidente Donald Trump não tolerará políticas desse tipo. Para a gestão republicana, programas que privilegiam grupos específicos acabam violando o princípio da igualdade perante a lei.
A chefe da Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça, Harmeet K. Dhillon, destacou que a ação contra Minnesota está alinhada a entendimentos recentes da Suprema Corte dos Estados Unidos, que proibiu o uso de critérios raciais em admissões universitárias. Segundo ela, o Título VII da legislação trabalhista protege todos os cidadãos contra discriminação por raça ou sexo no emprego, sem exceções para políticas de “sub-representação”.
Na mesma linha, o procurador federal Daniel N. Rosen criticou as autoridades estaduais, afirmando que o governo local passou a rotular candidatos como pertencentes à raça ou ao sexo “errados”, de forma sistemática e ilegal. Para ele, conceder preferência a determinados grupos implica necessariamente discriminar outros, transformando o processo em um jogo de soma zero.
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